Júri condena réu a 13,4 anos por homicídio

Sentença foi prolatada após 11 horas e meia de julgamento

Um júri popular teve início às dez horas da manhã e só terminou 21h30m desta segunda-feira,dia 19, no fórum Desembargador Octávio F. do Amaral, em Santo Antônio da Platina.O réu Patrick Ricardo de Oliveira(fotos), de 26 anos ,morador na Vila Santa Terezinha, foi condenado pela morte do comerciante Dirceu da Silva, do Bar Zero Grau na época com 48 anos,em fevereiro de 2015.O homicídio qualificado prevê pena que varia de 12 a 30 anos de prisão.

Os advogados de defesa Thiago Batista Hernandes e Manoel Sanches Garcia Neto pediram que o público tivesse o acesso impedido com receio de coação.O Ministério Público acatou na pessoa do promotor Diego Coqueiro e determinado pela juíza Marcella de Lourdes de Oliveira Ribeiro.
O motivo é que as testemunhas são protegidas em segredo de Justiça,no qual os advogados alegam ser prejudicial ao réu e aos demais.


Patrick estava preso na Penitenciária Estadual de Londrina e sua chegada atrasou o começo do julgamento.Durante depoimentos o “sistema” falhou e algumas testemunhas que repetir as respostas.
Patrick sempre negou o crime e disse que ainda vai provar a sua inocência.Ele tem várias passagens pela polícia.

Dirceu da Silva já se preparava para fechar o seu bar na rua Terezinha de Jesus Cherubim, na Vila Santa Terezinha, em Santo Antônio da Platina, quando Patrick vestido de preto usando luvas, capa e uma mascara – conforme o depoimento de testemunhas – invadiu o local e, sem dizer nada iniciou uma série de disparos contra o comerciante. Para ter certeza que a vítima não sobreviveria, o matador ainda recarregou a arma, e sem piedade a descarregou novamente contra o alvo. Em seguida, o assassino fugiu em um carro de cor prata que o aguardava próximo ao local.

Um crime praticado em local ermo, com apenas algumas câmeras de segurança pelo bairro e presenciado por poucas pessoas, que por temerem pela própria vida imperaram a lei do silêncio. Esclarecer o quê de fato teria motivado a morte do comerciante seria uma tarefa difícil aos policiais da 38ª Delegacia Regional de Polícia.

Os trabalhos de investigação foram complexos, pois o morto era um trabalhador, aparentemente sem qualquer relação criminosa. No entanto, em 2014 , foi acusado de ter efetuado um disparo de arma de fogo contra o rosto de uma mulher, mas a suposição foi descartada com o surgimento de elementos que sustentaram a tese de que o homicídio estava relacionado a interesses de um grupo de traficantes de droga”

No entanto, após quatro meses de investigação a Polícia Civil identificou e prendeu o autor da execução, e descobriu que morte do comerciante estava relacionada ao interesse de traficantes que não conseguiram conquistar a confiança de Silva para comercializar drogas aos clientes do bar Zero Grau. A recusar a proposta, a vítima teria mandado um recado intimidando o chefe do tráfico, que então determinou a execução do comerciante.

“Os trabalhos de investigação foram complexos, pois a vítima era um trabalhador, aparentemente sem qualquer relação criminosa. No entanto, em 2014 a vítima foi acusada de ter efetuado um disparo de arma de fogo contra o rosto de uma mulher no mesmo bairro. A linha inicial de investigação focou então na possibilidade de a execução estar relacionado ao crime praticado pelo comerciante. No entanto, a suposição foi descartada com o surgimento de elementos que sustentaram a tese de que o homicídio estava relacionado a interesses de um grupo de traficantes de droga”, assinalou o delegado Tristão Borborema.

Segundo dr.Tristão, Silva teria negado uma proposta recebida de um traficante e depois o ameaçado. “Um dos chefes do tráfico em Santo Antônio da Platina, interessado no ponto do comerciante, pediu a uma mulher que fosse até o bar e propusesse a ele uma parceria na venda de drogas a usuários que frequentavam o local. A proposta irritou o comerciante, que pediu à ‘agenciadora’ que informasse ao patrão que polícia seria informada da oferta.

Desde então, Silva passou a ser ameaçado de morte. Tudo já estava articulado. No dia do crime, durante a tarde, a mando do traficante interessado no ponto um comparsa enviou mensagens ao comerciante o ameaçando de morte. Um segundo envolvido no esquema, que também integra a quadrilha, emprestou a arma usada no crime, e um usuário, que devia drogas ao traficante, identificado como Patrick Ricardo de Oliveira, 24, para acertar as contas com o ‘patrão’ praticou a execução”, detalhou o delegado.

Dias depois, acompanhados pelo delegado, encontraram na casa do então suspeito, na Vila Santa Terezinha, a máscara e a capa usada no crime. Os objetos foram apreendidos e apresentados ao Judiciário.

Patrick fugiu da cadeia e foi recapturado em novembro de 2015 pela Polícia Militar, em Santo Antônio da Platina.
Ele estava na Vila Santa Terezinha,foi reconhecido e preso novamente.
Dos oito detentos que fugiram da carceragem de Ibaiti, três haviam sido transferidos recentemente da cadeia do Santo Antônio da Platina por terem participado de uma “farra”,regada a bebida alcoólica e drogas.
O fato, no dia 15 de outubro último, chocou a população do Norte Pioneiro e foi notícia nacional.Um agente penitenciário foi preso depois acusado de ter facilitado a entrada de celulares no presídio platinense.

Antes, no dia oito de maio de 2014, a ROTAM realizou a prisão do marginal, acusado do crime de tráfico de drogas, em Santo Antonio da Platina.
A equipe ROTAM estava em diligências sobre um roubo que havia acontecido na borracharia do Posto Platinão, momento que visualizaram Patrick descer correndo o Escadão da Vila Santa Terezinha, vindo em direção à viatura.

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