IAP chega aos 45 anos nesta quinta-feira

Instituto é sediado em Londrina

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) chega aos 45 anos nesta quinta-feira, 29 de junho, dia que será dedicado a diversos eventos técnicos e institucionais para marcar a data. O Instituto, com sede em Londrina, consolidou-se ao longo dos anos como referência em pesquisa e inovações para a agricultura e pecuária.

Florindo Dalberto, diretor-presidente da instituição, conta que a criação do Iapar, em 1972, resultou da mobilização e esforço de produtores, técnicos e lideranças políticas e empresariais ligadas à agricultura, como a Sociedade Rural do Paraná, Associação dos Engenheiros Agrônomos, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), entre outros.

Funcionário do Instituto Brasileiro do Café (IBC) na época, Dalberto participou dessa mobilização. “Já fermentava no ambiente produtivo a percepção que o ciclo da monocultura cafeeira estava se esgotando, e que era necessário modernizar e diversificar a agropecuária paranaense”, ele lembra.

O projeto de instalação de um centro paranaense de pesquisa agropecuária foi viabilizado com recursos do Estado, da Organização Internacional do Café (OIC) e do extinto IBC.

PIONEIRISMO – A atuação do Iapar foi marcada pelo pioneirismo em várias frentes. O presidente do Instituto cita como exemplo o desenvolvimento de cultivares de maçã para regiões de inverno ameno, caso do Norte do Paraná. Esses materiais – Iapar Eva e Iapar Julieta – são hoje cultivados em todos os Estados do Sul do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e até na Bahia.

Outro é o feijão carioca IPR Celeiro, primeira cultivar comercial, não transgênica, comprovadamente tolerante ao mosaico dourado, uma das principais doenças da cultura, que causa prejuízos significativos em lavouras de todo o Brasil.

O pioneirismo se estendeu ainda aos citros, por meio de estudos que possibilitaram o plantio dessas frutas e a inserção do Paraná no mapa da produção nacional e internacional de frutas cítricas.

RAÇA PARANAENSE – Na pecuária de corte, o Iapar criou a primeira raça paranaense – e também a primeira no Brasil originada em um centro estadual de pesquisa – a Purunã. Os cruzamentos foram iniciados em 1985, visando um animal capaz de produzir carcaças de elevado padrão, com baixo custo e que ficassem prontos para abate em pouco tempo. Para alcançar esses objetivos, os pesquisadores partiram de cruzamentos controlados envolvendo animais puros das raças Aberdeen Angus, Canchim, Caracu e Charolês.

PLANTIO DIRETO – O Iapar foi ainda um dos precursores nas pesquisas com plantio direto no Brasil. A instituição mal iniciara suas operações, no início da década de 1970, quando os pesquisadores enfrentaram o problema da erosão, que devastava propriedades agrícolas, rios e córregos do Paraná. Com abordagem em microbacias, desenvolveram e adaptaram métodos de terraceamento e cultivo mínimo que possibilitaram recuperar milhares de hectares de solo cultivado e inspiraram projetos similares em outras regiões brasileiras e também na América Latina e na África.

GEADA – Florindo Dalberto registra, também o esforço para a recuperação da produção cafeeira do Estado após a histórica geada de 1975, com o desenvolvimento do modelo de plantio adensado e foco na qualidade da bebida. A equipe do programa café também trabalhou, em parceria com entidades nacionais e internacionais, no sequenciamento do genoma da planta e, atualmente, estuda o mecanismo de formação dos frutos, em busca de grãos que deem bebida com características diferenciadas de aroma, corpo, sabor e acidez.

MESTRADO – Em 2013, o Iapar implantou seu curso de mestrado. A grade curricular privilegia a produção ambientalmente sustentável. Na realidade, o curso formalizou um trabalho já amadurecido, pois ao longo de sua história, o Iapar sempre acolheu estudantes de iniciação científica e alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado interessados em desenvolver projetos em parceria.

FUTURO – A inovação permanente, em colaboração com parceiros do setor público e da iniciativa privada é o desafio que se apresenta ao Iapar. Segundo o presidente do Instituto, o setor agropecuário vai ser cada vez mais demandado a produzir utilizando processos que poupem os recursos naturais e racionalizem o uso de insumos. “A população exige alimentos seguros, saudáveis e nutritivos, e isso tem reflexo na geração e transferência de tecnologias”, afirma.

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