Governo reforça atendimento a cidades afetadas

O chefe da Casa Militar e coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Adílson Castilho Casitas, afirmou nesta terça-feira, dia 12, em coletiva à imprensa, que o Governo do Estado reforçou o atendimento na região Norte do Paraná, que é atingida por fortes chuvas desde o sábado. dia nove. “O governador Beto Richa determinou à Defesa Civil ações imediatas para o atendimento dos municípios”, afirmou Castilho.
O helicóptero da Casa Militar foi enviado a Londrina para ampliar a cobertura do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), que já conta com uma aeronave. Técnicos da Defesa Civil também foram deslocados para a região. As equipes da Copel e da Sanepar estão mobilizadas para monitorar os níveis de rios e barragens que podem transbordar e causar alagamentos e também para acompanhar os possíveis desabastecimentos de água e luz.
Até o momento, segundo a Defesa Civil, foram atingidos na região do Norte Pioneiro, Ibaiti, Jaboti e Santana do Itararé.
Segundo o Simepar, o volume de chuvas que atinge a região chega 340 milímetros nas últimas 48 horas, nível superior à média histórica para todo o mês de janeiro, que é de 212 milímetros.
O coordenador estadual da Defesa Civil explicou que, nas últimas 48 horas, a Defesa Civil vem fazendo o acompanhamento dos municípios por meio de suas equipes regionais e do Corpo de Bombeiros. “No município de Ibaiti, estamos monitorando uma represa situada em uma propriedade particular, com risco de romper. Já fizemos um alerta à população do entorno, que pode ser afetada”, informou.
“Nossa maior preocupação é com a vida. Alerto para que as pessoas não insistam em atravessar enxurradas ou ribeirões que estejam com o nível alterado. Não subestimem a força da natureza, parem o carro e esperem até a situação se normalizar”, disse Castilho. “A população ribeirinha deve deixar locais que ofereçam perigo para que não coloquem em risco a vida”, destacou.
Até agora, os dados apurados pela Defesa Civil, divulgados às 12h desta terça-feira, as fortes chuvas já afetaram 970 pessoas e danificaram 45 casas em 21 municípios. Das 708 pessoas que ficaram desalojadas, 386 permanecem nesta situação. Outras 30 pessoas estão desabrigadas.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, o impacto pode ser ainda maior, já que os municípios estão fazendo o atendimento referente às últimas 48 horas, quando as precipitações foram mais intensas, e ainda apuram os estragos e o número de pessoas afetadas. A previsão é de que cerca de 700 mil pessoas sejam afetadas, já que a elevação dos rios pode comprometer o abastecimento de água em municípios como Londrina e Maringá.
Levantamento feito pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) indicou que em todo o Estado há mais de 40 trechos de rodovias estaduais com interdições totais ou parciais de pistas por causa de deslizamentos, quedas de pontes ou elevação do nível de rios que cruzam as estradas. As equipes do DER estão em campo para liberar as pistas para o tráfego. Os trechos de rodovias interditados total ou parcialmente podem ser conferidos na página da Defesa Civil no Facebook (www.facebook.com/Cedecpr).
O meteorologista do Simepar, Samuel Braun, explicou que o tempo deverá permanecer instável durante toda a semana, mas com um volume de chuvas menor do que nos últimos dias. “A previsão é de um acumulado menos significativo. A chuva prevista para a região é mais fraca. Um ou outro ponto do Norte tem potencial para uma chuva moderada, mas no geral, a tendência é de um acumulado de 20 ou 30 milímetros nos próximos dias”, disse ele.
Também deve continuar chovendo nas demais regiões do Estado. A tendência a partir desta quarta-feira, dia 13, é de uma condição típica do verão, com o tempo abafado e chuvas no final da tarde por causa do calor. “As pancadas de chuva podem ser fortes em alguns municípios, mas no geral será de forma mais localizada”, explicou Braun.

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