Saúde alerta sobre cuidados com caramujo em Siqueira Campos

A época do ano é propícia para a proliferação do caramujo gigante africano (nome científico: Achatina fulica), que é um molusco oriundo da África._x000D_
Na nossa região existem relatos sobre a praga nas lavouras, bem como nas residências. O tal molusco foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências._x000D_
O Departamento de Saúde de Siqueira Campos alerta para o extermínio de tais espécies que são transmissoras de doenças fatais, como: Angiostrongylus costaricensis, responsável pela angiostrongilose abdominal, doença que provoca perfuração intestinal, de sintomas semelhantes aos da apendicite, e Angiostrongylus cantonensis, responsável pela angiostrongilíase meningoencefálica, de sintomas variáveis, mas muitas vezes fatal. Tanto uma quanto outra ocorrem pela ingestão do parasita, seja pelo manuseio dos caramujos, ou ingestão destes animais sem prévio cozimento, ou de alimentos contaminados por seu muco, como hortaliças e verduras. Assim, é importante o uso de luvas ou sacolas de plástico ao manipular os caramujos, cozer antes se comer a sua carne, e desinfeccionar itens alimentares, lavando-os e deixando-os de molho de quinze minutos a meia hora, em aproximadamente uma colher de água sanitária para um litro de água._x000D_
A instrução é para que a população siqueirense extermine os caramujos tomando as devidas providencias para que não obtenham consequências. “Para capturá-los, utilize luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos, a melhor ocasião para capturar os moluscos é no crepúsculo e/ou dias nublados e chuvosos, pois é quando saem de seus abrigos em maior número. Para destruí-los, coloque os moluscos encontrados em um balde com água e bastante sal de cozinha, até que parem de se mexer, depois, quebrar as conchas para que a água da chuva não fique nelas e depois enterrar ou por no lixo. Os ovos dos moluscos, pequenos e de cor clara e duros, devem ser destruídos por fervura em água antes de colocá-los no lixo. Não só os caramujos gigantes podem representar riscos, então evite manusear outras espécies de moluscos como lesmas e caracóis de jardim, pois podem ser também hospedeiros de Angiostrongilíase, principalmente em ambientes com presença de roedores. Antes de consumir hortaliças, lavar cuidadosamente e desinfetar com solução clorada todas as folhosas que serão consumidas cruas. Evitar lixo em quintais, jardins e terrenos”, explicou o diretor do Departamento de Saúde, Wilhan Gaudino.

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