Justiça promove vergonha nacional ao buscar privilégios na pandemia

Teve decisão determinando pagamento de auxílio banda larga para desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1)

“Com mais de 270 mil brasileiros mortos a Justiça brasileira continua pensando em seu próprio umbigo e protagoniza um festival de decisões abomináveis para ter privilégios no recebimento de vacinas e receber outras vantagens em plena pandemia. É uma vergonha nacional”, repudiou nesta sexta-feira (12) o vice-presidente nacional do Cidadania, deputado federal Rubens Bueno (PR), ao comentar a decisão da 21ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal que concedeu liminar para autorizar a Associação Nacional de Magistrados Estaduais a importar vacinas contra a Covid-19 para imunizar juízes e magistrados, furando a fila do programa nacional de imunização.

De acordo com o parlamentar, que é relator do projeto que barra os supersalários no serviço público e autor da PEC que acaba com as férias de 60 dias para magistrados e integrantes do Ministério Público, a categoria está zombando dos brasileiros.

“E esses absurdos não param por aí. Em plena pandemia teve decisão determinando pagamento de auxílio banda larga para desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e aprovação de auxílio-saúde de 10% do salário para membros e servidores dos Ministérios Públicos. Não é apenas falta de sensibilidade. É um escárnio”, protestou Rubens Bueno.

De acordo com o deputado, justamente aqueles que deveriam garantir o mandamento constitucional de que todos são iguais perante a lei, buscam mecanismos para terem um atendimento privilegiado na pandemia. “Será que não vai aparecer nenhuma autoridade sensata no Judiciário para dar um basta nessa vergonha?”, indaga.

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