Convocada por presidente da Itália

A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno(filha do deputado federal paranaense Rubens Bueno) foi convocada pelo presidente da Itália, Sergio Mattarella, para opinar sobre os encaminhamentos que serão dados para a superação da crise política que atinge o país e a formação de um novo governo. Nesta quarta-feira o primeiro-ministro Matteo Renzi entregou o cargo após sua proposta de reforma da Constituição ter sido rejeitada em referendo.
É a primeira vez que um brasileiro vai participar de uma reunião de líderes para definição do futuro político da Itália.
Renata Bueno, que é vice-presidente do Grupo Misto e líder do USEI (União Sul-Americana de Emigrados Italianos), explica que duas possibilidades para a superação da crise serão levantadas na reunião que participará na próxima sexta-feira, às 12h05. “Vamos definir se será formado um governo técnico, com a participação ampla das forças políticas, ou se será preciso convocar novas eleições em breve. Se for formado um governo amplo, cada partido ou grupo será consultado como deseja participar”, explicou a parlamentar, que foi eleita para o Parlamento italiano em 2013 com os votos de sul-americanos com dupla cidadania e italianos resistentes na América do Sul.
A parlamentar acredita que a melhor saída para a crise seria a formação imediata de um governo técnico. “Tenho a opinião que o governo técnico tem que ser formado de qualquer maneira, porque é uma fase transitória. Também que ser feita a lei eleitoral porque hoje só temos em vigor uma lei para a Câmara dos Deputados, já que na reforma era prevista a abolição do Senado. E isso dependerá ainda de consultas e de uma posição do Supremo Tribunal Federal. Só depois seria possível convocar novas eleições. Não dá para ficar esperando o fim dessa nossa legislatura, que acabaria em setembro do ano que vem. A Itália está passando por um período polêmico, passe por uma crise política, mas não pode ficar sem um governo forte”, defendeu Renata Bueno.

O referendo

A deputada ítalo-brasileira percorreu o Brasil e outros países da América do Sul para fazer campanha pelo voto sim no referendo que consultou os eleitores sobre a reforma da Constituição da Itália. Entre os principais pontos da reforma estavam o fim do bicameralismo perfeito, o que representa mudanças nas atribuições da Câmara e Senado; a abertura de possibilidade de apresentação de projetos de iniciativa popular; e o esclarecimento das competências entre estados e regiões.

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