Civil continua investigação sobre estupros

A Polícia Civil de Jacarezinho, comandada pelo delegado chefe da 12ª Subdivisão Policial (SDP), Amir Salmen(foto), juntamente com a Polícia Civil de Ourinhos (SP) e de Cambará, continuam as investigações para apontar o autor de pelo menos cinco estupros nas três cidades em poucos dias.

Segundo Salmen, as investigações estão adiantadas para conseguir identificar o possível autor dos crimes ou apenas de alguns deles. Ele não descarta a possibilidade de ser mais de um autor com formas de agir parecidas.

Para o delegado, o autor ou autores são inteligentes. “Ele ou eles possuem uma capacidade cognitiva elevada. Ele estuda as vítimas antes de cada crime e tenta não deixar videncias”, disse o delegado durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (10).
O delegado contabilizou pelo menos cinco casos semelhantes, um em Jacarezinho, dois em Cambará e dois em Ourinhos (SP). “Os modos operantes destes casos são bem parecidos. Ele sempre liga ou estuda para saber se as vítimas estão sozinhas”, detalhou. Outro detalhe revelado pelo delegado é a idade das vítimas. Todas tem entre 18 e 21 anos, segundo Salmen.
Sobre o suposto apelido de “Maníaco da Biz Prata”, o delegado adiantou que não há confirmação de qual moto foi utilizada em três dos casos. “Apenas em um caso de Cambará e um de Ourinhos as testemunhas relataram uma biz prata”, disse. Segundo o delegado, o uso de arma de fogo aconteceu em praticamente todos os casos.
Amostras e materiais genéticos já foram colhidos pela polícia e já foram enviados para os laboratórios responsáveis em Curitiba para um possível confronto com algum suspeito que for identificado. A polícia pede ajuda da população para quem tiver câmeras de segurança externa e forem procurados pelos investigadores, que forneçam as imagens que podem ajudar na prisão do criminoso.
Salmen citou mais de uma vez que não é possível afirmar uma relação entre todos os casos. “Ele atuou com capacete e isso reduz a capacidade de identificação das vítimas. 70% de um possível retrato falado fazem parte os olhos, nariz e boca, mas com capacete as vítimas tiveram visão apenas dos olhos. O que pode ajudar em possível identificação é a forma de agir, falar, roupas”, detalhou o delegado.
Salmen foi enfático em falar sobre um retrato falado e uma foto divulgados excessivamente pelas redes sociais e celulares, principalmente nesta quinta-feira (10). “Estão falando coisas sem saber. Precisam tomar cuidados, pois já houve mortes em casos semelhantes de acusarem uma pessoa ou ate mesmo depois contra quem divulgou”, disse. Ele garantiu que a coletiva desta tarde foi a primeira manifestação publica oficial por parte da Polícia Civil referente aos casos e que caso haja algum retrato falado ou imagens para possível identificação do criminoso pela sociedade, elas serão divulgadas para imprensa em coletiva. Havia ainda especulação de possíveis casos em Andirá e Barra do Jacaré, mas segundo o delegado, não foi confirmado mais nenhum caso semelhante.
O delegado ainda frisou para que a população deixe nas mãos da polícia a investigação e não tentem fazer “justiça com as próprias mãos”. “Já existem órgãos públicos para isso, para as investigações. Estamos atuando incansavelmente em parceria com Ourinhos, aqui a doutora Caroline (dos Santos Fernandes), da delegacia da mulher e destinamos ainda dois investigadores e nossa agencia de inteligência para o caso”, finalizou. As investigações estão bem adiantadas, mas segundo Salmen não serão divulgados detalhes para não atrapalhar o andamento do caso(Texto e foto: Jivago França/Repórter da Hora).

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