Ação conjunta apreende skank em Santo Antonio (vídeo)

Dois foram presos; droga saiu de Porto Alegre(RS) e seria levada para Agudos(SP)

Na madrugada desta quinta-feira (28), por volta das quatro horas, uma ação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal e o 13º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo resultou na apreensão de 42 quilos de skank (ou skunk) na divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná.

O peso total da droga é de 42,868 quilos de skank, que é um tipo de maconha com alto teor de tetrahidrocanabinol, muito mais forte e potente.

A ocorrência iniciou quando o BAEP de Bauru(SP) informou a PRF de Ourinhos(SP) sobre um Ford/Focus (placas de Agudos-SP), que viajava do Paraná transportando drogas.

Os detalhes foram transmitidas para a PRF de Santo Antônio da Platina, que viu o veículo e tentou abordá-lo, porém os ocupantes fugiram da ação, iniciando-se um acompanhamento, que logo teve o apoio da Polícia Militar platinense e da PRF ourinhense.

O condutor saiu da BR-153 na altura do km 39 e enveredou-se pela rodovia estadual PR-092, porém perdeu o controle do carro e caiu em um barranco às margens de uma lagoa, num sítio em Santo Antônio da Platina.

Eles arremessaram os tijolos de droga dentro da lagoa para livrarem-se da prisão, porém o entorpecente ficou boiando na água e foi recolhido pela PRF, com o apoio do Corpo de Bombeiros (vídeo e fotos).

Os indivíduos não fugiram porque um deles é deficiente físico e a cadeira de rodas foi danificada no acidente, motivo pelo qual permaneceram no local. Eles têm 27 e 22 anos de idade e não possuíam antecedentes criminais. Foram localizados pela PRF pouco tempo após terem caído no barranco.

Disseram que pegaram a droga em Porto Alegre(RS) e levariam para Agudos(SP). Eles foram conduzidos ao Pronto Socorro de Santo Antonio da Platina em função dos ferimentos do acidente.

Na sequência, encaminhados para a Polícia Civil, antes de serem encarcerados.

Skunk, skank ou supermaconha é uma ilícita, ou seja, uma substância psicoativa de ação perturbadora do sistema nervoso central. O skunk é produzido a partir de uma espécie de cannabis sativa hibrida, ou seja, resultado de cruzamentos de espécies diferentes de plantas do mesmo gênero (cannabis sativa), cultivada de forma diferente, com o objetivo de obter uma concentração maior de THC (tetrahidrocannabinol), substância ativa com poder narcótico presente nas plantas desse gênero. O skunk foi desenvolvido em laboratórios holandeses, mas a disseminação das sementes pelo mundo, inclusive vendidas pela internet, é preocupante.

Cultivada em condições especiais de temperatura, luminosidade e umidade, geralmente em estufas, com técnicas do sistema hidropônico, a planta desenvolve-se com maior rapidez e ocupa menos espaço.

Enquanto uma planta da espécie de cannabis sativa comum mede cerca de 1,8 m, a planta cultivada nessas condições alcança apenas 30 cm. Como resultado, enquanto em uma espécie de cannabis sativa comum a concentração de THC é de 2,5%, no skunk pode chegar a 17,5%.

 

 

 

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