Prédio do TG apresenta muitas rachaduras

Por ocasião da solenidade de início das atividades do Tiro de Guerra 05-004, dia 12 último, em Santo Antônio da Platina, a reportagem do Npdiario constatou que o prédio daquela unidade militar localizado entre as Ruas dos Estudantes, Coronel Capucho e Deputado José Afonso está com grande parte de sua estrutura comprometida com rachaduras nas paredes, buraco no solo ao lado da sala de armamento, deslocamento do forro junto à parede na sala de instruções/palestras “Olavo Bilac”, rachaduras nas paredes dos banheiros, vestiários, dormitório, deslocamento de forro, fiação elétrica danificada, enfim, um problema que vem decorrente de alguns anos sem manutenção frequente e, agora, preocupa o comando do Tiro de Guerra através do chefe de instrução, Subtenente Machado que, na ocasião da abertura dos trabalhos não quis entrar em detalhes, apenas ressaltou que fizera um ofício relatando os problemas existentes na parte física do prédio e encaminhou para o setor de planejamento da prefeitura com fotos tiradas de diversos setores do TG demonstrando a preocupação quanto à segurança dos atiradores e, posteriormente, a deterioração de um bem público que, quanto mais demora aser reformado, mais custoso para o município será o serviço a ser executado.

Dias antes da solenidade no TG, o responsável pelo departamento municipal de Arquitetura e Urbanismo, Arquiteto Daniel Vidal da Silva e o engenheiro Rodrigo Augusto Carvalho, diretor do departamento de Engenharia estiveram nas dependências do TG na companhia do secretário de Planejamento, Orlando Pimentel e, realmente, constaram que os problemas são diversos e que nas próximas semanas estariam tomando alguma providência. Na tarde do dia 14 de março, o engenheiro Rodrigo disse, por telefone, que após vistoria no local constatou sim rachaduras, problemas na parte elétrica, vazamento de água, e que um laudo final estaria sendo providenciado à pedido do secretário Pimentel e que o uso de um e outro local do prédio poderia ser evitado. Já, o arquiteto Daniel também reafirmou os problemas encontrados e, em sua opinião, as atividades do TG poderiam prosseguir.
Por fim, no início da noite da última segunda-feira, dia 28, o secretário Pimentel ao falar com a reportagem, confirmou que o departamento de obras da prefeitura platinense estaria fazendo as manutenções emergenciais, consertando telhado, vazamentos, trincas nas paredes e colunas, arrumando o forro do banheiro e calçadas. “Já fizemos um levantamento completo do local e, inclusive, adquirimos as telhas. Hoje – dia 28 –, por exemplo, pedi para o encanador ir até o prédio para analisar a parte hidráulica. Quanto às trincas, nosso pedreiro estará fazendo o serviço, colocando grampos nas colunas assim como trabalhando para acabar com a infiltração da água da chuva, mas é bom deixar bem claro que esta parte do serviço será feita com pessoal nosso e todos sabem que nossa equipe é reduzida, mesmo assim, estaremos atendendo e, pode acontecer de parar um determinado tempo para atender uma emergência, mas, em seguida, retorna para o prédio do TG”, disse Orlando.
Quanto à pavimentação do pátio ele foi bastante sincero. “Fizemos também uma avaliação do pátio e trabalhamos com a realidade, então já afirmo que não dá por enquanto para recuperar a pavimentação do pátio do Tiro de Guerra que irá exigir muito recurso de emulsão, pedras porque é grande o espaço e estamos torcendo para que, até o final do ano consigamos resolver mais este problema”, relatou o secretário.
Ele acrescentou que o mesmo pessoal de obras, quatro a cinco pessoas, estão trabalhando na preparação das bases para a instalação das Academias da Terceira Idade por uma empresa especializada e citou locais onde estarão sendo instaladas as ATI, como na Avenida Palma Rennó, próximo ao prédio do ex-Provopar, na Vitória Réggia, no bosque entre as Ruas 24 de Maio e Coronel Joaquim Rodrigues do Prado, na Vila Claro.
Há quem diga que um dos locais mais indicados para receber a unidade militar do TG, em Santo Antônio da Platina, seria o espaço onde funciona a atual Escola Municipal Franklin Roosevelt, nas dependências da extinta Escola Agrícola, com possibilidade inclusive de manter, no mesmo local, estande de tiro e toda atividade externa de campo com os atiradores. Sobre este assunto ninguém se manifestou.
Outro problema diz respeito à casa ao lado do TG, onde, normalmente, hospeda o chefe de instrução e sua família, mas, devido a problemas também com rachaduras e parte hidráulica, não está sendo utilizada e, interessante, que o Colégio Estadual Rio Branco, que fica nas imediações da unidade militar, tem sofrido com muitas rachaduras em sua estrutura e tem sido causa de muitas reclamações e manifestações dos professores, funcionários e alunos.

Texto e fotos: Jornalista Fábio Galhardi
Especial para o Npdiario

 

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