Sepultado corpo de Celinha

TINHA 53 ANOS E ESTAVA EM SITUAÇÃO GRAVE HÁ 19 DIAS

O corpo da servidora Célia Ricardo (fotos), 53 anos, foi sepultado em torno de 10h45m desta terça-feira, dia 15, em Santo Antônio da Platina.

Não houve velório. O cortejo fúnebre saiu do Hospital Regional do Norte Pioneiro, onde perdeu a vida por complicações decorrentes da Covid-19, até o cemitério São João Batista.

Permaneceu na UTI(Unidade de Tratamento Intensivo) adulta do Hospital Regional do Norte Pioneiro 19 dias.

Celinha, como era conhecida, deixou o marido, o filho e uma infinidade de admiradores. Ela conquistou, com seu espírito participativo, pragmático, humilde e comprometido, uma legião de milhares de pessoas,

O irmão dela, Antônio Ricardo Neto(foto) faleceu no último dia três, também de complicações da Covid-19. Ele residia em Siqueira Campos e foi gerente da agência do Sicredi siqueirense e ex-secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Wenceslau Braz.
Depoimento do delegado Rafael Guimarães (foto acima com Celinha e o delegado Tristão Borborema, hoje em Ribeirão do Pinhal), na visita que os três fizeram ao npdiario em 2018) mostra um pouco do caráter de Celinha:
“Antes mesmo de chegar na cidade recebi uma ligação de uma pessoa se apresentando como Célia Ricardo dizendo que já tinha arranjado um hotel para eu ficar.
Mal cheguei, já me levou conhecer a cidade inteira, foi atrás de uma casa para eu morar.
Tinha me dito que acabara de se aposentar. Mas continuava a ir todos os dias na delegacia pra ensinar o que devia e como ser feito. Logo percebi que ali estava a alma da delegacia. Perguntei se ela não queria continuar a trabalhar na delegacia ao que me respondeu que depois de me conhecer seria o maior prazer dela.
A partir daí ganhei uma mãe platinense. Apresentou minha mulher com certeza já sabendo o que iria acontecer. Eu me casei com ela. Celinha sempre sabia de tudo.
Sempre perguntado se eu precisava alguma coisa. Mas não só para mim. Para todo mundo. E todo mundo sempre precisa. E ela sempre esteve lá.
Até nos meus plantões a Celinha se preocupava em deixar meu lanche separado para eu não passar fome nas longas noites.
Nos últimos dias, quando estava internada, continuava a mandar mensagens perguntado como eu estava e preocupada com o trabalho. Essa era a Celinha que todos conhecíamos, que transforma a dor e problemas em carinho e solução.
São tantos momentos marcantes vividos com ela que fica difícil acreditar no que está acontecendo.
Fica um imenso vazio é enorme gratidão por você Celinha, que me ensinou a ser um delegado, uma pessoa mais humana.
O sentimento de tristeza é preenchido com as memórias do bem que você fazia por onde passava.
Perdi uma enorme mulher. Vá com Deus minha querida Celinha! Que você encontre o seu merecido descanso.
Veja também a primeira matéria sobre o falecimento da investigadora: https://www.npdiario.com.br/capa/norte-pioneiro-perde-celinha-aos-49-anos/
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