MP homenageia promotora norte-pioneirense

Édina Maria Silva de Paula nasceu em Santo Antônio da Platina, estudou em Jacarezinho e trabalhou em Ribeirão do Pinhal e Londrina 

A Associação Paranaense do Ministério Público está há 70 anos defendendo os interesses dos membros do Ministério Público do Paraná. Sua origem está ligada ao primeiro Congresso Estadual do MP, realizado em 1951, na capital paranaense. O recente encontro estadual aconteceu no salão nobre do Colégio Estadual do Paraná (Curitiba) e foi presidido pelo Procurador-Geral do Estado, o advogado Manoel Linhares de Lacerda.

O evento trouxe para o Estado diversos temas institucionais e um deles era a criação de um órgão classista próprio, destinado a congregar seus agentes, postular seus interesses e promover a evolução da Instituição. Dois Estados do Brasil já possuíam associação voltada para os interesses da classe: São Paulo e Rio Grande do Sul.

Uma pessoa sempre feliz e alegre, independente das circunstâncias… essa é a definição de quem conviveu com a procuradora de Justiça do Ministério Público do Paraná (MPPR), a associada platinense Édina Maria Silva de Paula(fotos com familiares).

Uma mulher agregadora, capaz de reunir pessoas com diferentes perfis numa mesma causa.

Fundada no dia 6 de setembro de 1951, a Associação Paranaense do Ministério Público é um marco na história do Ministério Público Estadual. Foi através da forte atuação da entidade de classe que muitas iniciativas e projetos puderam ser colocados em prática e direitos puderam ser defendidos.

Uma promotora idealista, inteligente e realizadora foi homenageada no encontro. Filha do seu Arlindo do Bar Brasil, estabelecimento comercial situado onde hoje é a agência do Banco do Brasil platinense.

Natural de Santo no Antônio da Platina, filha de Arlindo e Maria das Graças. Foi a mais velha de cinco irmãs. Graduou-se em Direito pela Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro (1982), em Jacarezinho (hoje Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP). Ingressou no MPPR, em 1985, como promotora substituta, em Jacarezinho.

Logo depois, atuou em Ribeirão do Pinhal já como titular; e novamente em Jacarezinho.  Esteve um ano em Brasília (DF), período em que integrou o Conselho do Ministério da Previdência Social (1995/1996). Após retornar de Brasília, foi para Londrina, ainda no ano de 1996, quando assumiu a Vara da Infância e Juventude, comarca em que permaneceu durante 15 anos, até o início de 2011.

Édina, Ednéia,Silvinha,Sandra e Lilian: As cinco irmãs reunidas

Durante a vida conseguiu equilibrar o amor pela família e pela profissão, sem deixar de lado um estiloso chapéu e o salto alto. Foi esse jeito agregador que marcou a vida de amigos, familiares e colegas e profissão. “O Ministério Público era o ar que ela respirava”, define diretor de Pensionistas da APMP e Engenheiro Agrônomo aposentado, Amarildo Souza de Paula, que foi casado com a associada por 20 anos. Édina teve dois filhos: Leonam e Lívia Beatriz.

Ela e o  marido se conheceram em um baile de Carnaval em Santo Antônio da Platina, cidade natal de Édina e foi exatamente a alegria dela que o conquistou. Bastaram três encontros até estarem oficialmente juntos com papel assinado. “Após as dificuldades enfrentadas, ela chegava em casa e não se deixava influenciar. Gostávamos de tomar um vinho, comer risoto, aproveitar o tempo juntos. A nossa casa era um santuário”, recorda o saudoso esposo.

A personalidade marcante e a energia de Édina permeiam as recordações do filho mais velho, Leonam Felipe Maciel de Paula. “Minha mãe era a alegria em pessoa. Nunca tinha tempo ruim pra nada. Nunca vi minha mãe com preguiça. Esse é um fato forte dela. Estava sempre disposta, com sorriso no rosto. A vida dela era repleta de desafios. Independentemente do tamanho deles, ela sempre enfrentava com muita alegria. Não é à toa que ela ficou atuando na área da infância e da juventude”. O filho sempre a acompanhava nos eventos e uma das memórias marcantes eram as celebrações do Ministério Público. “Era um momento só nosso, em que estávamos juntos. Ela me apresentava. Era gostoso ser o filho da Édina”.

Outra marca registrada de Édina era o chapéu, ela usava os mais variados estilos. Um hábito que trouxe do ano sabático na França, quando a família acompanhou Amarildo durante o doutorado. “Tenho boas lembranças dessa época. As lembranças mais vívidas da minha infância são dessa fase. Foi um ano que a minha mãe se desligou totalmente da parte de ser promotora e foi exclusivamente mãe”, recordou Lívia.

Laços profissionais – A subprocuradora-geral para Assuntos de Planejamento Institucional do MPPR, Samia Saad Gallotti Bonavides conheceu Édina na graduação. As duas cursaram a faculdade de Direito, em Jacarezinho. “Nos encontramos na diversidade de nossas vivências, e construímos uma unidade confidencial das coisas que compartilhamos em momentos únicos. Sei disso porque quando estávamos juntas éramos somente nós duas. Era dona de um coração enorme, por isso a grande coragem com que enfrentou a vida. Venceu enormes desafios. Tinha atitude e garra feministas num guarda-roupas do mais puro estilo feminino, com saltos 12 e 15, o que era uma necessidade para uma baixinha faceira, cujo nariz era empinado e os olhos eram marcantes. Emoldurava tudo isso aquele sorriso invejável e uma gostosa gargalhada”.

Em 2014, o câncer começou a dar sinais e Édina foi diagnosticada com metástase no pulmão, o que apontava que a doença já estava bastante avançada.  No mesmo ano, passou por uma cirurgia de retirada de dois terços do pulmão. A partir disso, foram dois anos de tratamento. Em 2015, Édina estava bem aparentemente, o que lhe permitir fazer uma viagem para fora do Brasil. Porém, em dezembro a tosse retornou e o tratamento teve que ser retomado.  Mesmo, nos piores momentos, Édina foi fiel ao seu otimismo e alegria, enfrentando a situação sem murmúrio ou reclamações.

Ela permaneceu trabalhando durante boa parte do tratamento. Ela não resistiu a 2ª cirurgia e faleceu em 22 de março de 2016. Sua história continua marcando e inspirando a vida de Promotoras e Procuradoras de Justiça do Paraná.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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