Doenças mentais afetam até 20% das crianças

Com especialização na área, explica detalhes próprios dessa faixa etária

Camila Ulsan Lourenço (fotos) é medica psiquiatra e atende bem próximo ao bairro São Francisco. Ela cursou Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, depois residência médica em Psiquiatria no Hospital Universitário de Santa Maria (RS). Após fiz residência em Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Atualmente trabalha em seu consultório particular em Santo Antônio da Platina (foto) e no Consórcio Intermunicipal do Norte Pioneiro(Cisnorpi), em Jacarezinho.

Segundo a profissional, problemas de saúde mental afetam 10 a 20% de crianças em todo o mundo. A falha em abordar problemas, incluindo atrasos no desenvolvimento e problemas intelectuais, em crianças, pré-adolescentes e adolescentes, é um problema de saúde pública, com consequências de amplo alcance, já que quantidade substancial em adultos se originam no início da vida.

A psiquiatria, mais do que qualquer outra especialidade médica, tenta focar-se tanto na mente como no corpo e busca uma integração saudável entre os dois, já que o funcionamento de ambos é mediado pelo cérebro. Assim, uma avaliação psiquiátrica engloba os processos cognitivos, afetivos, interpessoais e comportamentais do paciente, enquadrando-os no seu contexto familiar, social, cultural, econômico, religioso, educacional e político.

No caso dos jovens, existem aspectos específicos do desenvolvimento na avaliação de saúde mental que merecem especial atenção. Crianças e adolescentes não são pequenos adultos. Eles não podem ser avaliados de forma isolada, falam uma “língua diferente” do médico e raramente procuram ajuda por si próprios.

Geralmente o encaminhamento é realizado por outra pessoa que não o paciente (por ex.: pais, educadores, pediatras e  escola). “Esse fato pode revestir-se de grande importância na interpretação do caso. É necessário considerar tanto a contribuição da criança como a dos adultos para o comportamento problemático que motivou a avaliação. Porém, também devemos prestar atenção à percepção que a criança tem dos seus problemas e àquilo que ela deseja mudar”, adiciona.

As crianças, recomenda doutora Camila, devem ser avaliadas no contexto da família, da escola, da comunidade e da cultura, o que significa que nenhuma pode ser avaliada de forma isolada. A maioria comporta-se de maneira diferente nos diversos ambientes que frequentam e torna-se útil perceber quais contextos melhoram ou pioram o comportamento problemático.

Esses problemas , prossegue a médica de família de Abatiá, também devem ser considerados no contexto da fase de desenvolvimento na qual a criança ou adolescente se encontra. Os fatores do desenvolvimento influenciam frequentemente a apresentação dos sintomas psiquiátricos (por ex.: a depressão apresenta-se de forma diferente conforme a idade). Embora algumas patologias sejam bastante semelhantes em crianças e adultos (p. ex. transtorno obsessivo-compulsivo) outras são claramente diferentes em crianças menores quando comparadas com adolescentes ou adultos (p.ex.. TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

“A saúde psicológica da criança é caracterizada por capacidade de desenvolver relacionamentos interpessoais próximos e seguros  Explorar o ambiente e aprender com isso  Tudo dentro de um contexto de família, comunidade e expectativas culturais para a criança  Sinônimo de desenvolvimento social e emocionais saudáveis”, finaliza.

 

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