Cirurgiã foca razões da pedra na vesícula

Fatores predispõem ao risco como ser mulher, ter mais de 40 anos, acima do peso e dieta rica em gordura e pobre em fibras

A  médica Juliana de Oliveira Garrido (foto) reside em Santo Antônio da Platina e explica em detalhes tudo sobre as famosas “pedras na vesícula”, relativamente comuns no Norte Pioneiro.

A doutora fez residência médica em cirurgia no Hospital João de Freitas em Arapongas, atuando como cirurgiã na cidade de Campinas (SP) e região, no Complexo Hospitalar Ouro Verde, ate 2019, atualmente trabalha na Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos(SP), no Hospital Regional do Norte Pioneiro de Santo Antônio da Platina e como cirurgiã no Hospital Universitário de Maringá.

Os cálculos de vesícula, cálculos biliares, ou as chamadas pedras na vesícula são depósitos duros como cristais de rocha que se formam dentro da vesícula biliar. Os cálculos biliares variam em tamanho. Eles podem ser do tamanho de um grão de areia, como também podem ser grandes ocupando a vesícula inteira, “algumas pessoas desenvolvem apenas um cálculo biliar, enquanto outras podem desenvolver inúmeras pedras”, assinala a profissional.

O tipo mais comum de cálculo biliar é o de colesterol, geralmente é identificado na cor amarela. Estes cálculos biliares são compostos principalmente de colesterol não dissolvido, mas podem conter outros componentes. Os cálculos biliares ainda podem ser mais escuros, pigmentados. Estas pedras costumam ser marrons ou pretas e se formam quando a bile contém muita bilirrubina, um composto produzido no momento em que o corpo quebra as hemácias do sangue.

A formação de cálculos, de acordo com a cirurgiã, filha de Helena e do também médico(cardiologista) Jorge Cendon Garrido, ocorre “quando a gordura que o fígado excreta é superior a quantidade que a bile, produzida pelo fígado e empacotada na vesícula, pode dissolver. Esse excesso pode se transformar em cristais e, eventualmente, em pedras. Ou seja, se a vesícula biliar não esvaziar corretamente ou com a frequência necessária, pode haver alta concentração da bile e, assim, a formação dos cálculos. Quando isso ocorre, consideramos se tratar de uma vesícula insuficiente”.

De acordo com ela, alguns fatores podem predispor ao risco de cálculos biliares, ser do sexo feminino, ter mais de 40 anos de idade, estar acima do peso ou obesidade, gestação, dieta rica em gordura e colesterol e pobre em fibras, história família de calculo biliar, diabetes, entre outros.

Alguns pacientes com cálculos biliares podem não apresentar sintomas e os cálculos biliares são descobertos durante exames de rotina, como ultrassom de abdome e tomografia de abdome. Outros podem ter cólicas abdominais recorrentes, podendo ter período de intensa dor intercalado com período de acalmia (período de calmaria anterior a outro de agitação).

A dor clássica que o paciente apresenta, geralmente ocorre minutos após a refeição, em região abaixo das costelas no abdome à direita, e pode irradiar para as costas. Pode estar associado a vômito, febre e amargo na boca e nos casos mais sérios, amarelamento da pele (icterícia) e dos olhos, e fezes esbranquiçadas.

É importante consultar um médico cirurgião caso apresente sintomas de cálculos biliares. Anote todas as suas dúvidas e tire-as com o médico cirurgião. Descreva seus sintomas detalhadamente e lembre de algumas informações importantes para o especialista como; quando os sintomas surgiram, sente dores após ingesta de alimentos, qual a frequência dos sintomas (quantas vezes em um mês), quantos episódios de dor já apresentou ,se precisou procurar frequentemente o pronto socorro, se já teve febre e amarelamento da pele e olhos.

O diagnóstico do calculo biliar é obtido com exame físico, exame laboratorial de sangue e um exame de imagem, geralmente o ultrassom. E o tratamento do calculo biliar é sempre cirúrgico, com a retirada da vesícula e dos cálculos em seu interior, evitando complicações maiores como a passagem dos cálculos da vesícula para o pâncreas, causando a pancreatite, uma inflamação gravíssima do pâncreas, podendo levar a morte.

​A cirurgia da retirada de vesícula pode ocorrer de forma tradicional, que é a com corte, ou por colecistectomia laparoscopica, com mínimas incisões e projeção em vídeo. Caberá ao medico cirurgião, optar pelo melhor tratamento individualizado para cada paciente.

Uma vesícula com calculo, será sempre uma vesícula doente, e sempre motivo de preocupação, pois pode desenvolver complicações sérias, como inflamação da vesícula, condição gravíssima, principalmente em diabéticos e imunosuprimidos, obstrução dos ductos biliares com a saída de cálculos da vesícula, e ainda a pancreatite.

Na prevenção, é importante manter hábitos de vida saudáveis, como dieta pobre em gordura e atividade física, mantendo sempre um peso estável, tendo como resultado uma melhor qualidade de vida e uma menor chance de desenvolver cálculos biliares.

Juliana Garrido atende consultas de doenças do aparelho gastrointestinal e cirurgias no Centro Médico em Santo Antônio da Platina (foto), localizado na Rua Marechal Deodoro, 486. Centro. Telefones para agendamento de consultas (43) 3534-3761 ou 3534-4183.

 

 

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