Alunos do Norte Pioneiro retiram seus passaportes

E se preparam para o intercâmbio no Canadá

Em todo o Paraná, 100 alunos da rede estadual de ensino estão finalizando os preparativos para um intercâmbio no Canadá. A viagem faz parte do programa Ganhando o Mundo, iniciativa da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR), que oferece a estudantes do Ensino Médio uma formação em instituições de ensino estrangeiras que tenham curso equivalente ao Ensino Médio no Brasil.

Todos os jovens selecionados com base em um um ranking de melhores notas entre as escolas já retiraram seus passaportes e agora aguardam as próximas etapas para embarcarem no início de fevereiro. O intercâmbio terá duração de um semestre letivo e os estudantes retornam para cursar o segundo semestre em seus respectivos colégios.

Uma das alunas a ter acesso ao documento foi Caroline Maria Silva Baptista, da Escola Estadual Santa Terezinha, de Santo Antônio da Platina.

Ela é irmã da Gabi e filha de Flávia e Rodrigo Baptista (fotos)

No Norte Pioneiro foram 13 classificados.

Os selecionados foram: Vitória Aparecida dos Santos Barbosa (E.E Francisco I Oliveira de Tomazina), Maria Clara Forastieri Bonoto (C.E João M. da Silveira de Quatiguá), Maria Luiza Bordgnon Godoi (C.E Sagrada Família de Siqueira Campos), Kaio Vitor de Souza Santos (C.E Stella Maris, de Andirá), Milena Guedes Carvalho (E.E Castro Alves, de Pinhalão), Amanda Adão Souto (C.E Miguel Dias, de Joaquim Távora), Luiz Ricardo da Silva, Matheus Henrique Furtado (C.E David Carneiro de Guapirama) e  Samuel Zanatta (C.E Maria F. Souza de Barra do Jacaré),Luiz Ricardo, do colégio Marcílio Dias (Itambaracá); Cauã Eije, do Colégio Floriano Landgraf (Santo Antônio do Paraíso); e Isabella Beatriz, do Colégio Professora Regina Tokano (Uraí), e Lucas Zansavio Pereira, Escola Estadual Cívico Militar João da Rocha Chueire(Ribeirão Claro), da diretora Heleni Vita Rocha.

 Todos dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) de Ibaiti, Jacarezinho e Cornélio Procópio.

Para viabilizar a documentação, o Estado fez uma parceria com oito delegacias, que aceleraram ao máximo as etapas. Além disso, a Secretaria da Educação contratou uma empresa que ficou responsável por todo o auxílio aos estudantes. Um técnico foi disponibilizado para cada núcleo regional.“ Os alunos estão super ansiosos, mas percebemos os pais ainda mais, o que é natural. A maioria nunca fez grandes viagens, por isso um técnico de cada Núcleo Regional é responsável por acompanhar a família. Está sendo uma experiência única para todos”, ressaltou o coordenador de Articulação Acadêmica da Seed-PR, Marlon de Campos Mateus..

Os estudantes agora irão até São Paulo para finalizar o processo do visto. Após a conclusão, estarão prontos para o embarque, previsto para o dia 9 de fevereiro. As cidades ainda não foram divulgadas, mas as escolas já foram pré-selecionadas. A empresa responsável por assessorar os alunos disponibilizará uma equipe para acompanhá-los durante a chegada ao país e auxiliá-los com os desafios do novo idioma.

CUSTOS – O Estado bancou com todas as despesas, como emissão de passaportes e vistos, exames médicos e vacinas, passagens aéreas e terrestres, transporte, hospedagem, seguro-viagem e saúde, além dos custos relacionados à parte acadêmica, como taxa de matrícula, tradução juramentada da documentação escolar, mensalidade da escola, material didático e uniforme.

Os intercambistas também terão uma ajuda de custo mensal de R$ 800. Serão seis parcelas da bolsa-intercâmbio, sendo a primeira (bolsa-instalação) para cobrir despesas iniciais na chegada, e as demais, repassadas mês a mês.

GANHANDO O MUNDO– Instituído pela Lei nº 20.009/2019, o Programa de Intercâmbio Internacional Ganhando o Mundo foi criado pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Os alunos foram selecionados no início de 2021 para o intercâmbio. Viajariam inicialmente em agosto do mesmo ano, mas tiveram que adiar a viagem por conta das medidas sanitárias impostas pela pandemia. Em função disso, o destino dos estudantes, que era a Nova Zelândia, com medidas restritivas mais drásticas, mudou para o Canadá.

A seleção foi feita com base na média de notas e frequência. Os critérios eram média maior ou igual a sete (7,0) em todas as matérias e frequência maior ou igual a 85%. Para chegar à pontuação final, foram somadas as médias de todas as disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) cursadas em 2020 no 9º ano.

Para aperfeiçoar o idioma, em 2021, os selecionados tiveram acesso a um curso de inglês via aplicativo, ofertado em parceria com as universidades estaduais vinculadas à Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Foram seis módulos de 40 horas, totalizando 240h de aprendizado em um formato autoinstrutivo, baseado em desafios que consideram a perspectiva da aprendizagem por vivência social e cultural.

A seleção, que tinha como critério avaliativo as notas e a frequência durante o ano letivo de 2020, ocorreu em  duas etapas. Na primeira, foram classificados 363 estudantes, cada um representando um dos 399 municípios do Estado — os outros 36 não tiveram inscritos que se enquadrassem em todos requisitos para a seleção. Já na etapa final foram classificados os 100 estudantes com as maiores notas.

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