Quebra de 60% da colheita do milho no NP

Geada e estiagem causaram perda de 195.500 toneladas do grão no Norte Pioneiro

O milho segunda safra tinha estimativa inicial de colher cerca de 484.500 toneladas, segundo Franc Rom de Oliveira, do Departamento de Economia Rural (Deral), do Núcleo Regional de Jacarezinho da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento), só que a quebra foi de 60% da previsão inicial de colheita.
A informação é da manhã desta segunda-feira, dia 30. Levantamento realizado pelo Deral indica que em decorrência da longa estiagem e das geadas, houve uma perda de 195.500 toneladas de milho na região.
Na região foram plantados aproximadamente 85 mil hectares.
O preço da saca de 60 quilos na atual cotação é de R$ 90,00.
O chefe do núcleo, Fernando Emmanuel, lamentou, “é uma pena para a economia estadual e, em especial, para os produtores que aguardavam uma colheita maior”, assinalou.

O  Paraná no geral reduziu a previsão de produção de milho da segunda safra 2020/21. A nova estimativa é de que sejam produzidos 5,9 milhões de toneladas, queda de 186 mil toneladas em relação ao que se previa em julho.

Se fosse uma safra normal e seguisse a previsão inicial, os produtores estariam colhendo 14,6 milhões de toneladas. A redução é consequência da longa estiagem enfrentada pelo Paraná, das duas geadas mais fortes deste ano e da incidência de pragas, sobretudo a cigarrinha, que provoca a doença conhecida como enfezamento.

“A perda no campo é de 8,7 milhões de toneladas e isso está impactando o mercado em termos de abastecimento”, disse o técnico do Deral, Edmar Gervásio. Segundo ele, o Estado pode precisar buscar fora em torno de 5 milhões de toneladas, o que já começa a ocorrer com milho vindo até do Nordeste do País e de países como Paraguai e Argentina.

Ainda que as estimativas de perdas da segunda safra, que é a mais importante em termos de rendimento no Estado, tenham sido elevadas de 8,5 milhões de toneladas para 8,7 milhões, em decorrência do clima e de pragas, os produtores não desanimaram. A cultura é a que tem maior previsão de aumento para a primeira safra 2021/22.

Devem ser produzidas 4.116.200 toneladas, volume 32% superior às 3.115.200 toneladas do mesmo período no ciclo anterior. Em termos de área, os produtores ampliaram de 372,5 mil hectares para 422 mil hectares (+13%).

Além disso, os preços estão muito bons, com valores em torno de R$ 90 a saca, e animam os produtores. “Não há razão para não comercializar antecipadamente boa parte da safra que está plantando para se calçar financeiramente”, afirmou o técnico.

 

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