Matéria causa rompimento de contrato com empresa de lixo

A partir de reportagem exclusiva e detalhada, prefeitura decidiu contratar substituta, mas ainda não informou quanto está gastando

A Ecosul Sustentabilidade e Saneamento Ambiental Ltda não é mais a responsável  pela coleta de lixo na Cidada Joia. A Prefeitura de Santo Antônio da Platina contratou de forma emergencial (sem licitação) uma firma por até seis meses.

Nesta segunda-feira, 11, o executivo emitiu a segunda Nota sobre o assunto (veja abaixo). A primeira dizia que iria manter a Ecosul até que se fosse apurada a situação. O Npdiario se antecipou, investigou e informou que o caso policial era ainda mais grave. Assim, resolveu-se agora efetivamente suspender a decisão e definir o afastamento da empresa.

Não foram divulgados até o momento mais detalhes da nova escolhida nem quanto se gastará com ela nos prováveis primeiros seis meses. O nome é Paraná Verde, e faz coleta de resíduos urbanos. Não se sabe também se haverá as 40 caçambas disponibilizadas e nem os horários corretos.

Todos os funcionários da prefeitura (exceto serviços essenciais) estão em férias até o próximo dia 22.

Entenda o caso: A Polícia Rodoviária Federal apreendeu dois caminhões do serviço de coleta de lixo em torno de 17h15m na segunda-feira passada, dia quatro, da Ecosul Sustentabilidade e Saneamento Ambiental Ltda, terceirizada que venceu a concorrência pública que presta serviços para o município de Santo Antônio da Platina. A  licitação para executar o serviço tinha sido efetivada em novembro de 2021.

A cidade ficou sem coleta de lixo por quase 24 horas na terça-feira, dia cinco. Segundo o delegado Rafael Pereira Gabardo Guimarães (vídeo abaixo),  da 38ª Delegacia Regional de Polícia Civil, tinham sido furtados no Rio Grande do Sul.  A empresa que presta serviço à  cidade é do mesmo estado e alugou os veículos.

 

A advogada, Pauline de Souza Gubert,  procuradora da Ecosul, comentou sobre o imbróglio.

De acordo com o seu relato, a Engesa (Engenharia e Saneamento Ambiental), também de Porto Alegre, alugou os dois caminhões da Lopac (Locação de Compactadores de Lixo), de Goiás, a qual, por sua vez, locou para a Ecosul.”Não estamos envolvidos diretamente no caso e nem queremos polêmica; houve um desacerto comercial entre as duas outras empresas, e uma ação judicial assinalando ser furto, mas é algo entre elas…Vamos devolver os caminhões , é só uma questão de tramitação no processo”, afirmou Pauline à reportagem.

A apreensão foi feita na segunda-feira (4). Na noite de terça-feira (5), a coleta de lixo já havia sido retomada à noite (fotos e vídeo).

Procurada, a empresa disse ao Npdiario na manhã desta quinta-feira, dia sete, por meio da assessoria de Imprensa, o seguinte:

“A LOPAC, por meio da Fernandes Locadora, a maior locadora de caminhões compactadores de lixo do País e com unidade industrial em Goiásalugou dez caminhões novos equipados com coletor de lixo para a empresa Engesa, em abril de 2021.

Os caminhões possuem sistema de rastreamento e, pelo contrato assinado entre as duas empresas, a interferência no dispositivo é motivo de rescisão do contrato, além de configurar crime de furto se a remoção for para impedir a localização e retomada pela locadora”.

Também assinalou que “a Engesa, desde o início do contrato, não pagou a locação e desligou os rastreadores para impedir a localização e apreensão judicial dos caminhões. Enquanto isso, continua a utilizar os veículos e aufere lucro junto às Prefeituras.

Por isso, em março deste ano, sem conseguir receber e sem localizar os caminhões, registrou ocorrência na Delegacia de Rio  (RS). Ainda assim, a Engesa não devolveu os veículos. A Fernandes Locadora localizou alguns dos 10 caminhões alugados: dois foram reintegrados judicialmente, em Igrejinha (RS); outros dois em Santo Antônio da Platina  e um em Canoas (RS). Estes três últimos foram recuperados pela Polícia Rodoviária Federal, que identificou a restrição de circulação e furto registrada na Delegacia de Polícia”.

A empresa locadora destacou o papel essencial feito pela Polícia Rodoviária e Polícia Civil. “Ambas trabalharam em conjunto e cumpriram seu papel. A empresa Engesa, ao assinar o contrato, estava ciente da impossibilidade de retirada dos rastreadores. Mesmo assim, além de não pagar os aluguéis, adulterou os veículos e não devolveu os bens, fazendo com que a Fernandes Locadora tivesse que registrar boletim de ocorrência”, adicionando: “A Polícia Rodoviária Federal, ao abordar os veículos furtados (ocorrência foi registrada na 7 ª Delegacia de Polícia Regional), cumpriu seu papel e mostrou que trabalha de forma integrada com a Polícia Civil, recuperando bens que estavam desaparecidos e cujo sistema de rastreamento havia sido retirado.  Portanto, a empresa agradece a essas instituições pelo trabalho realizado e reconhece o esforço das equipes em cumprir a lei”.

Leia também todos os detalhes em reportagem exclusiva:

https://www.npdiario.com.br/especial/caminhoes-de-lixo-empresa-acusa-outra-de-crime/

 

 

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