Leilão mostra valor de mercado de cafés especiais

Sacas de 30 quilos chegaram a ser comercializadas por R$ 1,5 mil

Muito se fala da qualidade do café especial produzido hoje no Norte Pioneiro, mas nem sempre o público que não é diretamente envolvido com a rede cafeeira tem noção da dimensão deste negócio. Neste contexto, o leilão de cafés especiais realizado anualmente durante a Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro  (Ficafé) proporciona, além de oportunidades de compra e venda, a demonstração do valor de mercado da produção regional.

O leilão aconteceu simultaneamente com a premiação da 9ª Edição do Concurso de Cafés Especiais do Norte Pioneiro e mais uma vez teve a participação de empresas de renome nacional e garantiu a venda de lotes por valores expressivos.

Quase todos os cafés finalistas do prêmio acabaram arrematados por valores acima de R$ 1 mil, sendo vendidos em sacas de 30kg. O maior lance do leilão de 2021 foi de R$ 1,5 mil, o que comprova o elevado valor de mercado da produção de cafés especiais do Norte Pioneiro.

“Os cafés que participam do concurso e consequentemente do leilão são muito bem escolhidos, desde a propriedade até a entrega, passando por um corpo de jurados muito criterioso. Este processo, com concurso e leilão, valoriza os cafés especiais e dá uma visibilidade muito grande aos produtores.

Por exemplo, o produtor que oferece um café nestas condições de excelência continua sendo procurado depois do evento para fornecer mais lotes, e com valores bem superiores ao preço de mercado”, explica o consultor do Sebrae/PR e um dos idealizadores da Ficafé, Odemir Capello.

RESULTADOS – O Concurso de Cafés Especiais teve o resultado divulgado de forma simultânea aos dados do leilão e premiou os cafés melhores avaliados na categoria cereja descascado e na categoria natural, após prova de jurados especialistas na área.

Na categoria cereja descascado o grande vencedor foi o café produzido por Pablo dos Santos, na Estância Serrana, município de Congonhinhas. Sacas da produção foram adquiridas pelo comprador Cristian Luan Bodanezze e pela Cafeeira 3 Corações, aos valores de R$ 800 e R$ 1,2 mil, respectivamente.

Em segundo lugar ficou a produção de Sebastião Vieira Sobrinho, do Sítio São Marcos, de Pinhalão. Este café foi arrematado por Cristian Luan Bodanezze no valor de R$ 850.

Fechando o pódio ficou o café produzido por Franciso Lima, no Sítio Fortaleza, em Japira. A saca de 30kg foi arrematada pela Café Basalto e Café Du Coin, por R$ 1,4 mil e R$ 1 mil, respectivamente.

Já na categoria café natural o grande vencedor foi a produtora Solange Aparecida Brga, do Sítio Raiz, de Pinhalão. No leilão, a produção melhor avaliada pelos jurados teve a saca de 30kg arrematada pela 3 Corações no valor de R$ 1 mil.

Em segundo lugar ficou o café produzido por Maristela Fátima Souza no sítio São Luiz, localizado em Tomazina. No leilão, foi arrematado por Lucca Cafés com o lance de R$ 1,5 mil.

Em terceiro lugar ficou a produção de Sirlene Soares de Souza, do Sítio Nossa Senhora das Graças, de Pinhalão. O café foi arrematado pela empresa Café Perino no valor de R$ 1,2 mil.

VARIAÇÃO – A programação da Ficafé foi mais uma vez bem variada. Foram abordados temas como planejamento anual e gestão da propriedade cafeeira; agricultura 4G na cafeicultura moderna, uso de drones e vants; mercado de cafés especiais; energias renováveis nas propriedades; produção de café com sustentabilidade; evolução e aspectos técnicos de regulagem de colhedoras de café; plantio de café sem sustos e irrigação por gotejamento; o papel da mulher na cadeia do café especial; café especial do pé à xícara; uso racional de fertilizantes na nutrição e qualidade do café; poda do café e produtividade.

A grade ainda trouxe palestras específicas para mulheres que atuam na produção e gestão de propriedades cafeeiras, e conteúdos relacionados à fruticultura, especificamente para a produção de maracujá, abacaxi, goiaba e morango. Temáticas como gastronomia, turismo, casos de sucesso em produção orgânica, panorama regional da agroindústria familiar, protagonismo feminino e liderança da mulher nas propriedades rurais também fizeram parte da programação( Reportagem: Lucas Aleixo).

 

FEIRA

A Ficafé 2021 aconteceu de 27 a 29 de outubro, sendo uma realização do Sebrae/PR, Acenpp (Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná), Cocenpp (Cooperativa dos Produtores de Cafés Certificados e Especiais do Norte Pioneiro do Paraná), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-PR) e Prefeitura de Jacarezinho.

A feira contou com o apoio do Sindicato dos Corretores de Café no Estado do Paraná (Sincafé), Fecomércio PR, Senac, Associação das Mulheres do Café do Norte Pioneiro do Paraná (Amucafé), Probat, Leogap, Bunn.

 

LEGENDA:

Leilão garante comercialização de cafés especiais com grandes empresas

 

 

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