Deputado Romanelli busca pedágio com menor tarifa

CNT aponta ‘retorno ínfimo’ de investimentos nas estradas pedagiadas

“Ao longo de 12 meses, discutimos à exaustão, o novo modelo de concessão das rodovias paranaenses, já que os contratos com as atuais pedageiras terminam em novembro. Foram cerca de 20 audiências públicas em todas as regiões do Estado para que chegássemos a um pedágio com menor preço na tarifa e mais obras”, lembrou o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB).

O  Primeiro secretário assinalou que o Paraná precisa de um modelo de pedágio com tarifas a preços acessíveis e a realização de obras, porém paira uma dúvida. “Dificilmente o governo federal e as próprias concessionárias reinvestirão nas rodovias o que vão faturar durante os 35 anos do novo contrato”, disse em entrevista à imprensa.

A preocupação de Romanelli tem sentido. Apenas 2% do que o governo federal arrecada com as concessões de transporte no Brasil são investidos neste setor, conforme pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

“Isso nos leva a uma conclusão. Estamos próximos de um acordo, ou seja, entregar parte das rodovias ao governo federal que faz deste setor, um negócio, redistribuindo a grande fatia da arrecadação para pagamento de dívidas do próprio governo, de setores como previdência, saúde, precatórios e outros”.

Outros setoresSegundo a CNT, menos de 2% dos recursos arrecadados em concessões de transportes são revertidos em obras ao setor. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (4) pelo Estadão, aponta que entre janeiro de 2001 e junho de 2021, considerado o valor total de contas pagas pelo governo com recursos obtidos com concessões e permissões de uso na área de transporte, chega-se a um desembolso total de R$ 233,57 bilhões, em preços corrigidos pela inflação. Desse total, apenas 1,8% (R$ 4,1 bilhões) foram destinados para o setor de transporte.

Romanelli disse pretender retomar a discussão sobre o pedágio na Assembleia Legislativa para que o Paraná não sofra futuramente o mesmo durante 23 anos, com as tarifas mais altas e os piores investimentos de retorno.

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