Agricultura do Norte Pioneiro é a região menos prejudicada do PR (vídeo)

Crise hídrica não afetou de forma expressiva a região, que permanece com a mesma expectativa de safra

Na avaliação do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o ano de 2021 foi bastante desafiador para os agricultores paranaenses. “Tivemos uma profunda crise hídrica e geadas severas que provocaram perdas na nossa produção. Porém, acabamos o ano mostrando um agro participando em mais de 80% do esforço exportador do Paraná”, disse, admitindo porém que o prejuízo é grande.

Perdas avaliadas em R$ 16,84 bilhões; silagem com perdas de 2.380.000 toneladas e menos R$ 190, 46 milhões; milho com perdas de 1.784.000 ou 42,1% da safra esperada menos R$ 1,59 bi; Feijão com perdas de 49.654 t ou 18%  menos R$193,7 milhões; soja com perdas de 7.957.000 t ou 37,8% da safra esperada- $14,35 bi e leite, redução de pelo menos 197,6 milhões de litros ou menos R$ 407 milhões.

Quebras também em batata, tabaco, laranja, pastagens e hortaliças. “Nossa região foi a menos atingida. Graças a Deus”, comemora Fernando Emmanuel, chefe do Núcleo Regional de Agricultura de Jacarezinho, adicionando: “A expectativa de safra permanece a mesma; temos poucos casos isolados de algumas propriedades, mas no contexto geral, estamos muito bem”.

Com área estimada em torno de 173 mil hectares e previsão de colheita em torno de 675 mil toneladas, as lavouras de soja – no Norte Pioneiro –  se encontram com 85% em boas condições e 5% em condições médias. A informação é do Deral(Departamento de Economia Rural), de Jacarezinho.
No que se refere às fases, cerca de 70% das lavouras encontram-se em desenvolvimento e 50% em floração.
Cotação da saca de soja hoje em torno de R$ 154,00.

A área de milho primeira safra com cerca de 17 mil hectares plantados tem estimativa de colheita em torno de 82.600 toneladas, com aproximadamente 84% do cereal em situação ótima e 20% em condições medianas.

Com relação às fases cerca de 50% das plantações encontram-se em Desenvolvimento Vegetativo, 45% na fase de floração e 5% na fase de frutificação.
A saca do milho hoje está sendo comercializada em torno de R$ 81,00.

SOJA – As altas temperaturas e a falta de umidade prejudicaram as lavouras em grande parte do estado e foram determinantes para o impacto negativo nas estimativas do Deral. Inicialmente, esperava-se um volume superior a 21 milhões de toneladas. Com a reavaliação dos técnicos, a expectativa passou para 18,4 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 12%. Na comparação com o volume colhido no ciclo 20/21, a queda é de 7%.  A área de plantio está estimada em 5,6 milhões de hectares, semelhante à da safra anterior.

A região Oeste do Paraná, onde os agricultores costumam plantar mais cedo do que no restante do estado, é a mais afetada pelas perdas até o momento, com queda de 32% nas estimativas de produção. Outra redução significativa, de 26%, foi registrada no Noroeste. Além do clima adverso, essa região está condicionada a características do solo que causam menor conservação da umidade. Também têm quedas nas expectativas de produção a região Sudoeste (-22%); e o Centro-Oeste (-20%). Já no Norte do Estado, em regiões como Londrina e Maringá, ainda não é possível avaliar sistematicamente as perdas, já que, se ocorrerem chuvas nos próximos dias, as condições das lavouras podem melhorar.

Porém, no Norte Pioneiro a situação é excelente se comparada com as demais regiões do estado,

Essas informações foram estimadas através de dados do SIMEPAR

A variabilidade climática natural pode ocasionar em determinados períodos e lugares situação de déficit de precipitação, em quantidade, intensidade e periodicidade. Esses fenômenos, quando ocorrem por períodos de tempo
prolongados e se apresentam associados a situações de temperaturas elevadas, ventos fortes, umidade relativa baixa e grande insolação, podem ocasionar deficiência de água no solo, stress hídrico nas plantas e redução da biomassa no
solo caracterizando um fenômeno denominado “seca agrícola”, com impactos econômicos, sociais e ambientais.

O Paraná apresentou nos últimos dois anos situação persistente de anomalias negativas de precipitação, que se intensificaram nos últimos dois meses (Novembro e Dezembro de 2021), chegando a apresentar déficits de precipitação de mais de 70% nas regiões centrais do Estado e de mais de 90% na região oeste, em especial no mês de Dezembro (considerando dados até dia 29/12/2021).

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) orienta a aplicação de um índice para avaliação das situações de estiagem, o chamado SPI (Índice Padronizado de Precipitação), que permite classificar e derivar o tempo de recorrência desses fenômenos, conforme o período de tempo considerado. Especialistas apontam situação de seca extrema nas regiões central e oeste (tempo de recorrência de 50 anos) para as precipitações de Dezembro/2021 (dados até 29/12/2021). E  seca extrema, forte ou moderada (tempo de recorrência de 50, 20 ou 10 anos) para extensas áreas das regiões oeste e central, inclusive na Região Metropolitana de Curitiba, considerando as precipitações do último ano (2021).

Essas informações foram estimadas a partir da combinação de dados de estações hidrometeorológicas e de sensoriamento remoto (radares e satélites meteorológicos) do SIMEPAR.

 

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