Varejo se recupera em outubro no PR

O Dia das Crianças ajudou o desempenho do varejo no mês de outubro. Segundo a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR) as vendas do comércio foram 2,36% melhores do que em setembro. Os setores mais beneficiados pelas vendas de presentes foram os que comercializam produtos para o público infantil, entre eles, livrarias e papelarias (20,18%), lojas de departamentos (18,71%), supermercados (9,14%), móveis, decorações e utilidades domésticas (7,41%), vestuário e tecidos (4,74%) e calçados (2,17%)._x000D_
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No entanto, na comparação com outubro de 2015, houve queda de -15,29% no comércio em geral. Apenas os setores de livrarias e papelarias e supermercados tiveram aumento no faturamento, de 15% e 7,64%, respectivamente. Estes também são os únicos ramos do varejo em alta no acumulado do ano, sendo que as vendas dos supermercados ampliaram 7,08% de janeiro a outubro e das livrarias e papelarias, 7,04%._x000D_
Os dados positivos dos supermercados no Estado são puxados pelo desempenho do setor em Curitiba, que cresceu 10,08% no acumulado do ano. Cabe destacar que a pesquisa da Fecomércio PR não inclui os hipermercados que, além de produtos alimentícios, higiene e limpeza, comercializam eletrodomésticos e eletrônicos. Em algumas regiões do interior, tais como Londrina (-1,97%) e Sudoeste (-1,82%), o segmento supermercadista está negativo pelo fato de que o consumidor passa a comprar itens mais baratos, comportamento característico em época de crise._x000D_
As livrarias e papelarias estão mais movimentadas por causa da venda de livros para adolescentes e livros de pintura para adultos. No caso da capital, as livrarias têm realizado muitos eventos com a presença de escritores famosos, o que elevou as vendas em relação ao mesmo mês do ano passado._x000D_
Exceto por estes dois setores, os demais ramos do varejo têm amargado perdas na lucratividade no acumulado de ano. Os piores resultados são verificados pelas concessionárias de veículos (-25,73%), autopeças (-15,59%), lojas de departamentos (-9,47%), calçados (-9,37%), combustíveis (-6,29%), móveis, decorações e utilidades domésticas (-6,06%), que comercializam produtos não essenciais, cujos gastos foram os primeiros a serem cortados pelos consumidores descapitalizados e receosos com a crise econômica._x000D_
De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, a queda de -7,69% no varejo de janeiro a outubro já permite vislumbrar que 2015 será negativo para o comércio paranaense. “Diante de um cenário econômico e político tão desfavorável, a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, aponta redução de 8% no PIB do comércio em relação a 2014. Acreditamos que o Paraná vai seguir um indicador muito parecido de baixa”, avalia.

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