Todo povo deve lutar por sua cultura, diz indígena de Tomazina

Na Semana do Índio o tomazinense Djatsu Pora relata detalhes de seu cotidiano

Nesta semana em que foi comemorado o Dia do Índio (terça-feira, dia 19) o Npdiario recebeu a visita de cortesia em Santo Antônio da Platina de Uerique Aparecido Matias (fotos), de 27 anos, ou, Djatsu Pora, “Lua Bonita” na língua guarani.

Ele é da Comunidade Indígena Pinhalzinho, que possui 593 hectares, 55 famílias (240 pessoas entre idosos e crianças) e localiza-se em Tomazina, embora esteja muito perto da zona urbana de Guapirama, e faz divisa também com Conselheiro Mairinck, inserindo-se no chamado Planalto do Médio Cinzas.

De fala articulada, defende os direitos de seu povo, mantém tradições ancestrais e afirma que “todo povo deve lutar por sua cultura”. Inclusive, participou de recente encontro de várias etnias em Brasília(DF).

O rapaz é solteiro, todos os familiares moram no comunidade (evita dizer aldeia ou tribo), mas Djatsu estuda Educação Física na Universidade Estadual de Londrina, onde mora atualmente com outros estudantes e ganha uma bolsa de 900 reais (da UEL) que ajudam em sua hospedagem e alimentação. É uma quota que o governo paranaense distribui e, hoje, há outros cinco indígenas  nessa condição.

Desde o início de 1.900 a Pinhalzinho pertence aos indígenas, tendo um cacique como líder. A produção agropecuária é feita de forma sustentável sem uso de agroquímicos com feijão, milho, olerícolas em geral, tendo como maior produção a mandioca, entre outras culturas como frutíferas.  Cada família indígena produz em uma área de 2 hectares ao entorno de sua moradia.

O indígena conta que, entre os costumes, comem batata doce na brasa, arroz e assados de capivara, peixe e javali em folhas de bananeira e sempre com pouco sal. Teve uma infância e adolescências normais brincando na roça e em árvores.

Veio com tatuagens feitas de urucum, fruto do urucuzeiro (cor vermelha) e genipapo (cor preta) , que vem do Tupi e quer dizer “Fruta que mancha ou de fazer tintura” , isso porque usam para pintar o corpo. Em menos de duas semanas, já some da pele naturalmente.

O sinal que posou na foto de capa significa “Resistência”, mesmo significado das tatoos.

Artesanatos são feitos de produtos da terra também e o cocar de penas de galinha.

Informou que, na região, há reservas em Santa Amélia (chamada Laranjinha), em Andirá (de nome Posto Velho), esta última de língua caingangue.

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