Produtor de “Tração” mostra comprometimento

Ele conquistou simpatia com humildade e  profissionalismo

Felipe Mudo (é sobrenome mesmo, não apelido) circulou por todos os ambientes das filmagens da superprodução “Tração” em Siqueira Campos. Calmo, focado, de espírito colaborativo, concedeu entrevista no penúltimo dia no set na fábrica da Pro Tork.

Antes, brincou com um menino de três anos, evidenciado sua personalidade generosa e paciente. As cenas foram produzidas e editadas por Sheila Siqueira.

Quantos anos você tem? Como é que você começou a sua carreira? Se alguém perguntar a sua profissão, qual é? Conta um pouco da sua biografia por gentileza.

Eu tenho 35 anos, três filhos: o Bem, a Linda e o Noah, 8, 6 e 2 anos. Sou produtor de eventos, produtor técnico, produtor executivo… Tudo que acaba se fazendo, de set de gravações e eventos ao vivo a lives. De alguma maneira, eu consigo colaborar para que isso, de uma certa forma, diretamente aconteça.

Nesse filme aqui, o que exatamente você está fazendo?

Nesse filme, diretamente, toda a logística, seja aérea ou terrestre passa por mim. Operacional de equipe, quartos, horário em set, saída de hotel, chegada. Toda a formatação de como será o set, alimentação e transporte, translado, tudo meio que passa para mim.

Terminando as gravações aqui, você vai para onde?

Eu tenho o lançamento do hangar da Azul Linhas Aéreas, em Campinas. São três ou quatro dias de evento, com montagens e ensaio. Então eu inicio o trabalho e fico até a desmontagem. Depois embarco para Goiânia. Passo uma semana lá, em um outro projeto que deve sair em breve.

Depois dessa, que está no final, haverá outras gravações em São Paulo. Você também participará?

A próxima gravação será a cena de uma festa. A gente vai fazer ela depois que eu voltar de Goiânia. Com o elenco completo, eu verifico a disponibilidade de todos, a gente tenta ter um pouco de jogo de cintura para conseguir conciliar a agenda de todo mundo com a equipe e aí seguimos com os preparativos do que vai ser gravado.

Você já tinha experiência de gravação de filme também?

Eu rodei um filme. Esse longa é o segundo. Eu rodei um longa da Unasp (Universidade Adventista), de Engenheiro Coelho (SP) ( Opostos), que foi sobre a criação do curso de Enfermagem pela Unicamp. E a Unasp rodou um longa para contar a história de vida dele.

Era um rapaz simples, morador de rua de São Paulo, trocava livros por comida no Mercadão, até que realmente se formou em medicina e acabou criando o curso de Enfermagem dentro da Unicamp.

Você também cuida da carreira do cantor Leonardo?

São dois Leonardos. Não é o Leonardo sertanejo. Eu atendo a Sony Music Brasil, que é onde o Leonardo Gonçalves está. Ele é um cantor gospel cristão, estou com ele há 20 anos e com ele eu faço executivo, finanças, contratação, operacional de shows e defino quem viaja e quem não viaja.

Você é religioso também?

Eu sou Adventista. Sou cristão também.

O que você acha de mais enriquecedor na sua carreira?

O contato com o artista é sempre muito válido. Então, esse contato com o Nelson, com o Pasquim, com a Bruna, com a Paola, com o João Quirino, o Nando […] são faixas etárias diferentes, de times diferentes. É sempre bom pontuar. O Pasquim comentou que no dia em que eu pegasse o Nelson no set, eu teria dor de cabeça. Mas não é dor de cabeça. Na vida a gente passa por algumas situações em que a gente decide que não quer passar de novo. Tanto a gente, como “pessoas normais”, ainda mais quem dirá um artista.

Então, desde um voo que se acaba pegando, com conexão de duas ou três horas e que o artista rejeita, é porque na nossa vida, às vezes de estrada, de fazer show, é realmente complicado você ficar 3 horas parado no aeroporto. Tem desgaste físico, mental, não tem onde ficar. São ajustes! Mas eu não tive nenhuma surpresa ao lidar com o Nelson, o Pasquim ou a Bruna, por já vir deste meio, de shows e eventos. Eu não trabalho sem artista, sem ator.

O meu trabalho é de backstage. O meu trabalho é de não aparecer. E eu não tenho a mínima vontade de querer aparecer. Seja em show, seja em gravações. Eu sou a pessoa que realmente está por trás, com uma equipe razoavelmente grande, trabalhando para que as coisas realmente aconteçam para quem está assistindo, para quem está escutando, que é o como o seu trabalho também, um pouco de backstage. A gente está em contato há dias e as pessoas vão sentar para ler a matéria, mas não imaginam o trabalho que tem por trás de tudo. De redação, de correção, de transliterar o que é gravado para o leitor internauta entender isso melhor.

Veja aqui algumas das reportagens sobre o filme: https://www.npdiario.com.br/sub-capa/equipamentos-de-tracao-sao-os-mais-modernos-do-mundo/

Aqui, neste link: https://www.npdiario.com.br/cultura/estrela-e-destaque-na-super-producao-tracao/

 

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