Mostra Afro-brasileira até dia 23

A Universidade Estadual do Norte do Paraná promoveu, na segunda-feira, 5, a abertura da 2ª Mostra de Arte Afro-Brasileira UENP, no Museu Dom Ernesto de Paula, em Jacarezinho.
A exposição, organizada pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), ficará aberta ao público até o dia 23 dezembro. A abertura contou com a participação de alunos, professores da Universidade, de dois educadores da Biblioteca Lídya Frayse, de Ourinhos, que apresentaram dois contos africanos para a plateia, e de representantes de religiões de matriz africana como o Candomblé e a Umbanda.
A Mostra conta com obras de 10 artistas, nove deles de Jacarezinho: André Reis, Daisa Brugnari, Edmilson Donizetti do Nascimento, Joãozinho Caldeira, Jucelino Biagini, Marlon Sérgio da Silva, Marcelo Mano, Marina Moura e Tiago Angelo. Também estão presentes duas obras do artista plástico Clóvis Afonso Costa (mais conhecido como CaCosta), da cidade de Ourinhos.
Para o vice-reitor da UENP, Fabiano Gonçalves Costa, a realização da Mostra destaca a importância da cultura afro-brasileira e o quanto ela está presente no dia a dia da população. “Essa Mostra é um tributo a um povo que ajudou a construir nossa história e nosso país. As obras expostas no Museu mostram bem isso. Está tudo muito bonito, e contamos com a visita de toda a comunidade para prestigiar”, convidou.
Segundo o diretor de cultura da UENP, James Rios, a realização da Mostra vai além de divulgar a arte produzida pelos artistas locais. “A ideia é oferecer à comunidade acadêmica e à comunidade externa mais um momento de reflexão sobre as questões étnico-raciais, mais especificamente aquelas voltadas para a dimensão da arte, em que os artistas e o público visitante terão a oportunidade de estabelecer diálogos que permitam a ampliação de sua visão e conhecimento sobre o universo do negro”.
Ainda durante a abertura do evento, o artista plástico CaCosta participou de um bate-papo com os convidados e falou sobre seu processo de criação. “Quando começo um trabalho, sei que há muito mais do que tinta na tela. Ali está toda minha história e a dos meus antepassados. E é isso que quero que as pessoas vejam nas minhas obras. Que toda a trajetória de um povo, seus costumes, suas crenças e valores estejam retratadas no que faço”, assinalou.

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