Bonin: Tenho orgulho em ser conservador

Empresário e consultor lembra da importância dos valores morais

Fui criado em um ambiente cristão e aprendi desde muito cedo os valores sobre família, moral e os bons costumes. Fui educado para respeitar o civismo, os direitos individuais e coletivos, valorizar a propriedade e o trabalho. Esse conjunto de conceitos me transformaram naquilo que parte da sociedade classifica como conservador.

Hoje em dia, muita gente tenta confundir as pessoas, propagando que quem tem este perfil é um reacionário e retrógrado, que defende privilégios, que é contra mudanças e avanços da sociedade. Chega-se ao cúmulo de tentar nos impor o rótulo de antidemocrático. É exatamente o contrário.

Tenho orgulho de ser conservador e digo com todas as letras que a minha formação foi pautada em princípios rígidos e absolutamente democráticos, com a visão do bem comum, da prosperidade coletiva, do interesse público e da defesa da igualdade. Estes ensinamentos me moldaram para trilhar o caminho que me trouxe até aqui, e certamente vão me guiar pelo resto da vida.

Em razão das minhas convicções, considero um infortúnio brasileiro a tentativa de conduzir o País para uma espécie de sociedade de camadas. Não são poucos os movimentos que se dizem revolucionários, mas que se organizam para segmentar a população. Para fazer com que cada parte olhe apenas para o próprio umbigo e ignore o todo. Enquanto amplificam o discurso sobre aquilo que nos afasta, ficamos a cada dia mais distante daquilo que nos une.

Desagregar não resolve

Não nego a existência das diferenças sociais e comportamentais que precisamos enfrentar. Seria absurdo ignorar o abismo entre o topo da pirâmide e sua base social. Seria abstrato não se importar com os preconceitos que ainda permeiam boa parcela da sociedade brasileira e que envolvem raça, gênero, sexualidade, cultura e credo. Mas desagregar ao invés de unir não resolve muita coisa.

A guerra que devemos travar não é a do nós contra eles. A forma de avançar não comporta radicalismos e extremismos. Para nos tornar uma nação, importa é ter um norte, saber aonde queremos chegar. Um lugar que contemple a vontade da maioria e respeite as minorias, onde haja maior equilíbrio de renda, de bem-estar e de qualidade de vida.

Acredito que para alcançar este horizonte precisamos nos apegar às tradições e às lições já aprendidas, que podem e devem ser aperfeiçoadas, mas jamais ignoradas. A aritmética nos ensina que a soma e a multiplicação são inversamente proporcionais à divisão. Transportando este conceito para nosso cotidiano, podemos dizer que quanto mais pessoas remam no mesmo sentido, menor será o esforço para levar a embarcação ao objetivo.

Um barco com a tripulação dividida por interesses sectários terá muitas dificuldades para chegar ao destino. O mesmo ocorre na vida em comunidade. Sempre será essencial dar voz às posições contrárias, mas isso não significa aceitar imposições de pensamento e práticas que se colocam como obstáculos para nos fazer avançar.

Sem rompimento com a tradição

Quem, como eu, se identifica com os princípios conservadores não nega a necessidade dos avanços sociais, mas vê com ceticismo a adoção de modelos que não tenham nenhuma experiência prática comprovada. As novidades, em nosso entendimento, precisam ter algum vínculo com as experiências do passado, sem o rompimento com a tradição. Tão essencial quanto discutir direitos é dar valor e exercitar nossos deveres.

Atualmente, temos que conviver com uma espécie de pessoas que se consideram superiores aos demais. Estes “iluminados” tentam nos impor a sua própria realidade e vontade, como se fossemos ignorantes e não compreendêssemos aquilo que é mais importante em nossas vidas, como a família, os valores morais, a religião e o trabalho.

O filósofo grego Aristóteles escreveu que a “virtude moral é uma consequência do hábito”. “Nós nos tornamos o que fazemos repetidamente”, disse ele. Esse pensamento de mais de 2000 anos mostra que não é de agora que a discussão sobre bons e maus costumes está na pauta da sociedade. O ensinamento revela muito sobre a vivência social e o tipo de comportamento que escolhemos.

Eu escolhi trilhar o caminho do civismo, amparado em tudo que aprendi desde criança. Escolhi acreditar nas lições da bíblia e na essência da fé. Isso não quer dizer que minha postura conservadora seja incompatível com as novidades que se apresentam para melhorar a humanidade. Mas, para mim, o saudável progresso da vida humana deve resistir à destruição dos bons hábitos e das nossas tradições.

Diferente do que se imagina, o conservadorismo é uma maneira de viver com disposição para o bem. É um jeito de olhar o mundo e sua evolução com base na experiência e na repetição daquilo que já deu certo. O que acreditamos vem do aprendizado dos pais, avós e bisavós e, para nós, os valores humanos essenciais são imutáveis. Assim, nos causa enorme desconfiança a adoção de todas as liberalidades de costumes pretendidas por quem se proclama progressista.

Força da maioria

Restaurar o orgulho conservador é importante porque este é um modo de agir mais seguro e eficiente para construir uma sociedade saudável e próspera. Não tenho dúvidas de que somos maioria, e com propósito de fazer a coisa certa. Os conservadores precisam tomar consciência de sua força e fazer isso com firmeza.

Estarei sempre ao lado daqueles que lutam pela moral, pela ordem, pela liberdade e pela justiça, pela garantia dos direitos individuais, da liberdade, da propriedade privada. Juntos podemos garantir a manutenção das instituições do Estado de Direito, da economia de livre mercado e do sistema representativo democrático. É isso que os brasileiros precisam.

O empresário Newton Bonin é pré-candidato a deputado federal

 

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