Médico gravou sobrinhas nuas

Homem de 37 anos confessou ser Voyeur patológico

A Polícia Civil registrou ocorrência de casal platinense que há cerca de um mês atrás recebeu a visita de parentes de vindos de Curitiba e que os hospedaram na residência, sendo os visitantes um homem de 37 anos, que é médico cardiologista e sua esposa.

A situação se agravou quando a mulher platinense, após festa familiar, ao utilizar-se do seu banheiro na suíte de casa, visualizou um objeto estranho embaixo da pia e ao verificar o que seria, constatou ser uma pequena câmera escondida (foto). Em seguida, viu que o cartão de memória da câmera continha registros de vídeo do seu marido tomando banho e em momentos de intimidade.

Não bastasse isso, a vítima encontrou vídeos de suas sobrinhas, uma de 20 e outra 26 anos, também nas mesmas condições (em momentos de nudez e tomando banho), porém gravados em outro local até então desconhecido.

A vítima identificou o autor porque haviam sido gravadas imagens também do próprio autor instalando a câmera e a escondendo no banheiro, sendo reconhecido o parente médico visitante, conforme disse o delegado Rafael Guimarães(foto abaixo).

A vítima platinense avisou as sobrinhas e encaminhou o vídeo às mesmas que se reconheceram nas filmagens e notaram que as imagens foram feitas quando viajaram para a capital paranaense há alguns meses atrás e se hospedaram na casa do médico e de sua esposa, pois são seus tios e nunca iriam suspeitar que isso poderia ocorrer.

Ao todo foram quatro vítimas, o casal platinense e as outras duas mulheres que foram ouvidas na Delegacia da Mulher em Maringá, sendo que todas vítimas quiseram representar criminalmente contra o suspeito.

Foram também apresentados pelas vítimas platinenses “prints” de conversas pelo aplicativo WhastApp em que o elemento confessa a prática das gravações clandestinas e pede perdão alegando que possui uma doença comportamental sexual e se autodenomina “voyeur” e afirma que buscará tratamento.

O voyeurismo é um distúrbio da sexualidade pelo qual se busca o prazer observando às escondidas cenas eróticas ou as partes íntimas de alguém.

O delegado instaurou inquérito policial para apurar os fatos e imputa ao suspeito a prática do crime de registro não autorizado de intimidade sexual, previsto no Código Penal:

Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: (Incluído pela Lei nº 13.772, de 2018)

Pena – detenção, de seis meses a um ano, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo. (Incluído pela Lei nº 13.772, de 2018).

Outro fato apurado na investigação é que alguns parentes tentaram defender o autor dos fatos, sendo que uma desses parentes, após o caso se tornar conhecimento de toda família, tentou destruir a câmera encontrada e seus registros, razão pela qual ela pode responder pelo crime de fraude processual previsto no artigo 347 do Código Penal.

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