Mantida liberdade de réus em Wenceslau Braz

Decisão inédita da Justiça garante liberdade a denunciados

Exclusivo: Em decisão inédita para o município de Wenceslau Braz, a Justiça manteve a liberdade de três réus supostamente acusados de tráfico de drogas. Até então, em casos semelhantes – flagrados portando pequena quantidade de entorpecentes – eram mantidos presos por até dois anos, enquanto respondiam o processo.

A soltura foi do entendimento da juíza Moema Santana Silva, da Vara Criminal de Wenceslau Braz, que indeferiu o pedido de prisão feito pelo Ministério Público do Paraná. Na denúncia formulada no mês passado, o MP pedia a prisão de três dos oito réus do processo.

Analisando a argumentação da defesa dos acusados, a magistrada concordou que a liberdade dos réus não representa nenhum risco à eficácia do processo e das investigações, já que são réus primários, entre outras condições favoráveis. Também considerou a data em que as provas foram colhidas pela polícia, que não são recentes. Tratam-se de mensagens de celular do fim do ano de 2020, ou seja, de quase um ano atrás, o que foge do princípio de “contemporaneidade” determinado pelo Código de Processo Penal. Diante disto, a juíza entendeu que medidas cautelares diferentes da prisão seriam suficientes aos réus

Para a advogada Eliziane Maluf Martins (foto), responsável pela defesa dos suspeitos, a decisão da juíza foi acertada ao garantir a liberdade dos réus. Ela ainda acredita que, durante a instrução processual, todos os fatos constantes da denúncia serão devidamente esclarecidos e seus clientes absolvidos das acusações.

Entenda o caso:

Em dezembro de 2020, um dos réus, filho de um empresário de Wenceslau Braz, foi preso por portar pequena quantidade de maconha. O jovem estava com um amigo, que também foi preso. A defesa do rapaz intercedeu e conseguiu que ele respondesse em liberdade.

Em outubro de 2021, a Polícia Civil concluiu o inquérito e o MPPR ofereceu a denúncia, com um fato novo: mensagens de celular trocadas entre os réus e outros usuários de drogas, e, por isto, o MPPR pediu a prisão dos envolvidos. E foi este pedido de prisão que a juíza negou, na última sexta-feira (12/11), concedendo aos réus o direito de responder em liberdade.

 

Você terminou a leitura

Compartilhar essa notícia

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email
Share on print

Escrever um comentário

Pesquisar

Digite abaixo o que deseja encontrar e clique em pesquisar.