Preso platinense por estupro de crianças

Caso passou pelas Polícias Militar e Civil e acusado está preso

A Polícia Militar de Santo Antônio da Platina prendeu um homem de 45 anos no início da noite de domingo, dia 16, acusado de estupro de vulnerável ao tocar em duas meninas de cinco e seis anos, segundo confirmou ao npdiario na manhã desta terça-feira, dia 18, o capitão Corsini, comandante da 4ª Companhia.

O homem estava na rua Cláudio Teodoro Lemes, no Jardim Ivone, foi dominado em trabalho da rádio-patrulha. Até agora permanece encarcerado.

A denúncia originou de uma mãe que percebeu quando o elemento andava de bicicleta na rua, parou e tocou na sua filha e a outra vítima a avó fez a acusação. Ele teria passado a mão nas partes íntimas das crianças e fugido ao ouvir os gritos das responsáveis. As duas garotas brincavam na rua.

A pretensa importunação sexual inicialmente classificada se transformou em crime mais grave. O delegado Rafael Guimarães informou para a reportagem nesta terça-feira ter concluída a investigação e indiciado o suspeito por estupro de vulnerável.

“As provas do caso somente são testemunhais, mas bem detalhadas e harmônicas entre si”, assinalou.

“Representei pelo depoimento especial das duas vítimas para serem ouvidas por uma psicóloga no fórum, na presença do juiz, promotor e advogado de defesa. É um procedimento previsto em lei para que a criança vítima de abuso sexual seja ouvida por pessoa capacitada e em local que não cause traumas e revitimização (vítima é ouvida uma vez só para que não precise ficar relembrando o episódio e sofrer com isso tendo que falar várias vezes sobre o assunto na delegacia e no fórum)”, detalhou.
A conduta do suspeito , que nega as acusações, consistiu em seguir as vítimas e passar mão na vagina das meninas por cima da roupa. Ele chegou a chamar umas das vítimas para ir para a casa dele. Os fatos ocorreram um após o outro. Fez isso com a primeira menina e foi impedido pela mãe e avó, ” considerei o comportamento indicativo de predador/abusador sexual”, comentou o delegado, sendo que outra testemunha garantiu que o indivíduo costumava dar flores para menores da vizinhança.

Depois tentou novamente com outra menina, a genitora viu e o afugentou.

Passar as mãos numa criança com menos de 14 anos numa ação libidinosa já caracteriza estupro de vulnerável, não é preciso a penetração. O culpado poderá ser condenado de oito a 15 anos de prisão, e por ser considerado crime hediondo não é passível de indulto ou fiança.

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