Trigo e milho têm perdas de 50% no Norte Pioneiro; soja estável

Região vai plantar  em torno de 170 mil hectares de soja

Com 56.200 hectares e estimativa de quebra de produção em torno de 50%, os triticultores sofreram muito em função de uma seca de 52 dias no Norte Pioneiro. A informação é de Franc Oliveira, técnico do Departamento de Economia Rural(Deral) do Núcleo Regional de Agricultura em Jacarezinho.
O órgão compreende 23 municípios: Curiúva, Figueira, Ibaiti, Jaboti, Japira, Pinhalão, Tomazina, Barra do Jacaré, Cambará, Jacarezinho, Ribeirão Claro, Carlópolis, Joaquim Távora, Quatiguá, Conselheiro Mairinck, Guapirama, Jundiaí do Sul, Santo Antônio da Platina, Salto do Itararé, Santana do Itararé, São José da Boa Vista, Siqueira Campos e Wenceslau Braz.


Já o milho segunda safra com área estimada em torno de 65 mil hectares com cerca de 80% já colhidos,também terá perdas estimadas em torno de 50% da previsão inicial.
A primeira estimativa para plantio de soja 2018/2019 em torno de 170 mil hectares com previsão de colheita em torno de 595 mil toneladas.
No momento, o preço da saca de 60 Kg está sendo comercializada por R$ 79,50.
Os três maiores produtores de soja da região são os municípios de Cambará e São José da Boa Vista e Santo Antônio da Platina com 16,0 mil hectares.

O Paraná começou a plantar sua safra de verão 2018/19 (principal safra de grãos do Estado) agora, com a expectativa de colher 23,3 milhões de toneladas, que representa um acréscimo de 4% em relação à safra anterior.Se o clima colaborar a expectativa é colher ao menos 832 mil toneladas a mais de grãos em relação à safra passada.
A safra de verão confirma uma situação de quase monocultura, com o plantio de soja predominando em quase toda a área plantada. Dos seis milhões de hectares de área que será plantada neste período do verão, 91%, ou 5,45 milhões de hectares, serão ocupados pela soja, área que permanece estabilizada no Estado e que se consolida como a principal cultura plantada no Paraná, durante o verão.
Não há avanço maior de área porque não há mais terras agricultáveis no Estado por onde avançar, segundo o Deral. Em apenas 9% da área remanescente, serão plantadas outras lavouras também tradicionais no Paraná como milho da primeira safra e feijão.
SOJA – O Deral estima um volume de 19,6 milhões de toneladas para a safra de soja da temporada 18/19, um aumento de 3% em relação à anterior, encerrada com 19,1 milhões de toneladas. A preferência pela soja é reflexo dos bons preços do grão que vem compensando os produtores que sofreram com eventos climáticos sobre a soja na temporada passada.
De acordo com o economista e diretor do Deral, Marcelo Garrido, se confirmada a previsão, será uma recuperação da safra de soja que no ano passado sofreu com problemas de seca no início da safra, que obrigou inclusive à prorrogação do plantio no ano passado.
As chuvas chegaram tarde, entre dezembro e janeiro, foram bem-vindas, mais tarde o excesso de umidade prejudicou o desenvolvimento reduzindo a qualidade e a produtividade da lavoura.
O plantio da soja inicia em 11 de setembro (até lá o período ainda é de vazio sanitário) e a expectativa é que tenha um clima favorável aos trabalhos de cultivo. Os produtores estão animados com os preços compensadores, que já evoluíram 18% do ano passado para cá. Em 2017, a soja foi vendida, em média, por R$ 60,00 a saca e este ano está sendo vendida, em média, por R$ 71,00 a saca.


O aumento nos preços da soja está sendo turbinado pela volatilidade do Dólar frente ao Real e pela guerra comercial Estados Unidos e China que impulsiona ainda mais essa oscilação do câmbio que está favorecendo o produtor.
MILHO – O milho de primeira safra também terá aumento de área plantada, passando de 331.321 hectares, ocupados no ano passado, para 352.167 hectares este ano, um avanço de 6%. O Deral calcula uma produção de 3,21 milhões de toneladas, aumento de 11% sobre a safra em igual período do ano passado que atingiu 2,88 milhões de toneladas.
O plantio já começou, devendo ganhar força agora em setembro. A expectativa de safra leva em conta o potencial produtivo da lavoura para esse período do ano, sujeito a menos riscos em relação ao período da safrinha, quando a cultura enfrenta quedas drásticas de temperatura.
De acordo com o analista do Deral, Edmar Gervásio, este ano o produtor prefere plantar o milho em detrimento do feijão devido aos preços compensadores do grão. Além disso, o risco de plantar o milho é menor em comparação com o feijão, mais sensível aos riscos climáticos.
Entretanto, o aumento de 20 mil hectares no plantio está refletindo mais um ajuste de área porque na primeira safra são os produtores mais especializados que investem no milho. Gervásio explica que apesar de a soja estar com preços elevados o produtor que é especializado em plantar o milho consegue maior retorno se plantasse a soja. Isso porque ele consegue uma produtividade alta, acima de 12 mil quilos por hectare em algumas regiões, que lhe garante ganhos acima da soja.
“Por isso tem muitos produtores fiéis ao plantio de milho na primeira safra, porque eles têm alta produtividade e geralmente entregam a produção para mercados previamente definidos, escoando a produção com facilidade. Eles têm a compra garantida por cooperativas ou grandes empresas integradoras que precisam de garantia no fornecimento de milho”, disse Gervásio.
O preço aumentou 35% em um ano, passando de R$ 21,00 a saca no ano passado para R$ 29,00, em média, a saca este ano.


FEIJÃO – O plantio de feijão das águas já iniciou em meados de agosto e o período de cultivo se estende até dezembro. O Deral estima um recuo de 13% na área ocupada, que cai de 194.137 hectares ocupados no ano passado para 169.303 hectares este ano. Com 25 mil hectares a menos de feijão, esta é a menor área cultivada com nos últimos 12 anos no Paraná, disse o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador.
A estimativa de produção aponta para um volume de 334.577 toneladas,praticamente estável com a produção em igual período do ano passado, quando foram colhidas 332 mil toneladas de feijão. Ou seja, a área plantada é menor mas o potencial produtivo é o mesmo do ano passado.
Segundo Salvador, o produtor está reduzindo o plantio de feijão por dois motivos: um deles é a queda nos preços e o outro são os riscos climáticos maiores, quando comparados com as outras duas culturas – soja e milho. “O produtor pode se decidir entre plantar milho ou soja e correr o risco com o feijão”, disse o analista.
Além disso os preços estão estagnados e não reagem no mercado, desestimulando o produtor. O preço do feijão de cor caiu 21% em um ano passando de R$ 112,00 a saca no ano passado para R$ 88,00 a saca este ano. O feijão preto teve queda menor, de 8%. No ano passado era vendido, em média, por R$ 121,00 a saca e este ano por R$ 111,00 a saca.
Salvador disse que por enquanto o clima está favorável ao plantio de feijão, e espera-se que permaneça no decorrer do desenvolvimento da safra. “Sem reação no consumo, que é cada vez menor, o produtor de feijão está deixando de ganhar”, afirmou.

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