Pinhal deverá construir presídio

Já existe projeto doando terreno e tratativas com governo estadual estão adiantadas

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná procura um município no Norte Pioneiro – e tudo indica que encontrou –  para construir um presídio e abrigar até cerca de 800 detentos. No sábado, dia 15, o prefeito de Ribeirão do Pinhal, Dartagnan Calixto Fraiz, procurado pelo npdiario, confirmou e deu detalhes da informação.

O Projeto de Lei 0035/2021 já tramita nas comissões do legislativo prevendo doação de dois alqueires para a obra. A área fica a cinco quilômetros da zona urbana.

O presidente da câmara de vereadores, Eduardo da Cruz Ribeiro, deve colocar o PL na pauta nos próximos dias e a tendência é que seja aprovado, pois o executivo tem maioria.

O que não impede que também muitos ribeiro-pinhalenses seja contra, argumentando como possível ameaça com eventuais escapadas etc.

O prefeito defende garantindo que 150 empregos diretos serão criados, como agentes, cozinheiros, secretários administrativos, faxineiras, entre outros, além de movimentar a economia em postos de combustíveis, hotéis e restaurantes(familiares de detentos) e empresas terceiradas para abastecer o local etc.

Os boatos sem fundamento desinformando que Jacarezinho e Santo Antônio da Platina estariam interessados foram desmentidos já na última sexta-feira, 14, pelos prefeitos Marcelo Palhares e Professor Zezão, durante conversa informal com Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e Logística. Os dois já recusaram a construção da penitenciária em seus municípios.

Segundo release da secretaria de Segurança Pública “a expectativa é que o lançamento do edital de construção ocorra no segundo semestre. Segundo o secretário Romulo Marinho Soares, que esteve em Brasília no fim de semana, os recursos devem ser usados para projetos e obras, entre elas a construção de uma penitenciária de segurança média no Norte Pioneiro, e aquisição de armas e equipamentos.

Também haverá ampliação da rede de esgoto da região para atender a nova unidade. “Estamos trabalhando para que o Paraná obtenha esse investimento o mais rápido possível e, assim, implementar mais uma estrutura de segurança pública”, disse.

 

Vale lembrar que a região não possui uma estrutura nem próxima a algo desse porte – ao contrário, tem sérios problemas com a estrutura física de carceragens. A de Siqueira Campos, por exemplo, foi desativada por não oferecer condições adequadas de abrigar presos. Em Ibaiti, houve diversas fugas nos últimos anos. Cambará também registrou fuga ano passado. Todas convivem com superlotação de presos.

A maioria das carceragens na região fica em imóveis contíguos à delegacias de Polícia Civil e não comportam. O número de apenados. Rebeliões e fugas também são frequentes. Em Santo Antônio da Platina, a cadeia só recebe mulheres. O Depen (Departamento Penitenciário) e da Polícia Civil foi implantado apenas em alguns municípios (como Jacarezinho e Santo Antônio da Platina).

O Paraná deve receber nos próximos anos mais R$ 120 milhões do governo federal para serem aplicados nas principais necessidades de segurança pública e policiamento. O investimento foi costurado pelo secretário na Capital Federal.

O secretário participou de uma reunião técnica com a diretora-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Tânia Fogaça. Um dos assuntos tratados foi o investimento de cerca de R$ 48 milhões para a construção de uma nova penitenciária em algum município perto da divisa com São Paulo, o que possibilitará a melhoria no fluxo dos trabalhos do Departamento Penitenciário do Paraná. É o maior investimento desse pacote.

“O Paraná recebeu essa missão de implantar uma unidade de segurança média. Verificamos as tratativas de contratos, recursos, acerto de demandas e trâmites para que a Secretaria da Segurança Pública possa acelerar os atos normativos para iniciar em breve o processo de licitação”, explicou o secretário.

A expectativa é que o lançamento do edital de construção ocorra no segundo semestre. Segundo o secretário, também haverá ampliação da rede de esgoto da região para atender a nova unidade. “Estamos trabalhando para que o Paraná obtenha esse investimento o mais rápido possível e, assim, implementar mais uma estrutura de segurança pública”, disse.

Um dos repasses, de R$ 32 milhões, será usado para aplicação no programa de atenção psicossocial Prumos e auxílio no enfrentamento do crime organizado. A tratativa de compra de novas pistolas para as polícias do Paraná também avançou, com aporte de R$ 31,5 milhões.

Outros R$ 11,3 milhões serão usados para aquisição de fardamento aos policiais, como coletes balísticos, capacetes e outros tipos de equipamentos, e R$ 11,3 milhões serão usados para aquisição de fardamento aos policiais, como coletes balísticos, capacetes e outros tipos de equipamentos, e R$ 16 milhões atualizarão a comunicação interna diária com a aquisição de rádios digitais, garantindo mais segurança na transmissão de informações sigilosas do campo operacional das forças de segurança na fronteira.

 

 

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