Empresário abandona credores e fecha supermercado(vídeo)

Em Santo Antônio da Platina

O empresário de Andirá, Everton Farinha (foto acima), conhecido como Dudu, 30 anos,casado, “comprou” um supermercado e abriu com o nome de “Popular” em julho do ano passado, na rua 24 de Maio, em Santo Antônio da Platina (fotos abaixo da inauguração e de agora, neste domingo, dia 24).

Desde o final do ano vinha apresentando dificuldades financeiras, mas conseguiu pagar os 36 funcionários até dezembro, só que os primeiros meses não foram honrados por ele. Pior, nem sequer conversou com os colaboradores e fornecedores, cujos vendedores reclamam até hoje de dívidas vultosas obrigados a quitarem pelo calote do “empreendedor”.

“Ele nem veio mais aqui, todo dia tinha cobrador, alguns chegando a chorar porque foram obrigados a vender bens para pagar a conta que o Dudu não pagou, mas ficou com as mercadorias”, revela um ex-funcionários, junto com outros cinco que procuraram o npdiario.
O desespero começou a tomar conta quando o patrão sumiu e a energia elétrica foi desligada. Farinha, então, fez um “gato” pegando eletricidade de modo irregular de um vizinho.
A padaria e o açougue fecharam e o depósito ficou vazio(veja vídeo e fotos  abaixo).

A Rede de Supermercados Popular já funcionava e ainda mantém espaços físicos em três cidades: Andirá, Cambará, Wenceslau Braz. A primeira loja foi inaugurada em Andirá pelos irmãos Eder e Everton. A iniciativa foi do pai, Erli Farinha, que abriu e deixou os filhos administrarem com a ajuda da mãe Maria Ângela em todos os empreendimentos.


O responsável pelo escândalo demorou para ser contatado, porém a reportagem conseguiu e ele prestou declarações contraditórias.
Admitiu as dívidas e prometeu pagar, argumentou ter ficado com “vergonha” por ter desaparecido e também confessou o ilícito da luz elétrica.
Primeiro, anunciou que reabriria o supermercado após uma reestruturação, na sequência sublinhou que havia vendido e, mais tarde, que estaria comercializando a empresa, mesmo com a imagem já maculada. Por fim, passou ao descrédito total.
No dia do fechamento, foi o verdadeiro proprietário quem apareceu. Edivaldo Batista Moura, que prefere por enquanto não comentar o caso, mudou até as fechaduras do imóvel e passou a quitar os salários atrasados com os trabalhadores.
Dudu permanece em Andirá com o outro supermercado.

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