Concedida liberdade provisória para advogado platinense

Tráfico de drogas e corrupção de menores

O delegado de Polícia Civil de Santo Antônio da Platina, Rafael Guimarães, confirmou que o advogado Luiz Fernando Bianchini Carvalho (fotos) foi solto no final da tarde desta segunda-feira, dia seis, por conta de mandado de fiscalização e vai recorrer da condenação em liberdade. Essa situação jurídica é quando a pessoa responde em prisão domiciliar ou em regime semiaberto harmonizado, sem colocar tornozeleira.

No caso dele foi regime semiaberto , “assim, o acusado responderá em liberdade devendo obedecer algumas condições estabelecidas pelo juiz”, detalhou. Foi uma decisão liminar, ou seja, provisória.

Ainda não há previsão de quando será promovido o julgamento.

Na tarde do dia dez de agosto de 2015, um policial civil e um vigia viram Bianchini entregando duas carteiras de cigarros, uma delas com 11 baseados (porções de maconha enroladas prontas para fumar) para uma criança de 13 anos, “namorada” de um elemento que teria um audiência na sequência. Isso ocorreu no fórum Desembargador Octávio Ferreira do Amaral, no centro de Santo Antônio da Platina.
O “namorado” era acusado à época de ter roubado um posto de combustíveis na cidade e esperava para participar da audiência.

Ailson Jesus Levatti, presidente da Subseção de Santo Antônio da Platina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) disse ao npdiario ter visitado Carvalho no dia prisão(quarta-feira passada) e lamentou o ocorrido.
Nos dois primeiros julgamentos, o advogado condenado fez a defesa em causa própria, inclusive com sustentação oral.
A OAB ofereceu ontem assistência jurídica, mas o rapaz – de 31 anos e formado pela Universidade Estadual do Norte do Paraná, de Jacarezinho – preferiu contratar um advogado particular.

Sentenciado, restava impetrar habeas corpus ao STJ(Supremo Tribunal de Justiça) ou ser transferido para uma carceragem com melhor acomodação, possivelmente numa penitenciária.
Levati confirmou que Carvalho pode ser suspenso ou até mesmo excluído da OAB, sendo essa última definição por conta do Conselho Seccional.

O ex-presidente da subseção e atual conselheiro da OAB do Paraná, Pedro Pavoni, também foi procurado pela reportagem e detalhou que a categoria “não cuida de abafar eventuais crimes de colegas”, mas, “exige que sejam respeitadas as  prerrogativas profissionais”.

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