Trabalhadores param pela educação

Na manhã desta quinta-feira, dia 17, dezenas de professores estaduais e municipais se concentraram defronte à Prefeitura de Santo Antônio da Platina para mobilizar a sociedade e levar ao conhecimento dela a importância de valorizar mais a Educação de um modo em geral.Também que, a partir disso, o poder público articule meios para que as escolas estejam mais bem estruturadas fisicamente e, os profissionais, nos diversos setores, estando ou não dentro das salas de aula, sejam valorizados e tenham estrutura para melhor desempenhar o trabalho cujos frutos serão automaticamente conquistados com alunos motivados a estarem frequentando os estabelecimentos de ensino e recebendo conteúdos a altura do que os anos seguintes exigirão até se formarem profissionais qualificados e hábitos e disputarem vagas no mercado de trabalho.
Por volta das 8h, foi entoado o Hino Nacional e, em seguida, os profissionais da educação desceram em passeata pela Rua Marechal Deodoro, tomando rumo do Calçadão Manoel Arrabaça até chegar à Rua Tiradentes seguindo pela Rua Rui Barbosa até a esquina da 4ª Companhia da Polícia Militar (PM) e, pela Rua Marechal Floriano Peixoto, voltando à frente do prédio da Prefeitura onde se encerrou a “Paralisação de 17 de março – A Educação Vai Parar”, que é apartidária, com cunho apenas de convocar a todos os trabalhadores da educação a estarem unidos na luta pelos direitos em poder exercer dignamente a profissão sem represália, sem se sentirem prejudicados, já que, segundo a paralisação “Direito é direito, não se retira, amplia-se”.
Conforme panfleto entregue por professores e alunos que aderiram à paralisação, foram detalhadas algumas das reivindicações da classe como, por exemplo, a “hora-atividade integral de acordo com a Lei”, a “aplicação do reajuste de 11,36% na tabela do Magistério”, “regulamento do reenquadramento”, “garantia do Direito a Licença Prêmio, direito adquirido”; “Reajuste do vale alimentação conforme determina a Lei”, o “Cumprimento do Plano de Carreira na íntegra em vigor desde 2012”, além de concursos e valorização profissional.
Os profissionais da educação conduziam algumas faixas, cartazes, assobios e, num destes cartazes, carregado pelo presidente da Associação Municipal de Educação, Fernando Nogueira dos Santos e pela Diretora da Escola Municipal Rural Municipal Franklin Delano Roosevelt, Agda Coelho Mendes, constava que o(a) professor(a) precisa de: “mais respeito, autoridade, autonomia, materiais, salário, valorização, formação” e, menos “ameaças, violência, pressão, bullyng, sofrimento, humilhação e abandono”.
A manifestação ocorreu em todo o Norte Pioneiro, como parte da greve nacional que abrange professores estaduais e municipais do País inteiro pelos direitos dos trabalhadores da Educação no Brasil, sendo que, em cada Estado, acontece uma pauta específica, como ocorreu no Paraná com a organização da APP-Sindicato. Em Santo Antônio da Platina a previsão era de que professores em geral de 13 Escolas Municipais, nove Colégios Estaduais e oito Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) participassem da paralisação que se encerrou por volta das 10h e contou com a presença do Vereador e também professor Aguinaldo Roberto do Carmo (PSC) e da Secretária Municipal de Educação, Estela Noal.

No período da tarde, professores da rede pública municipal se concentraram no calçadão aderindo à paralisação nacional, porém, apontando algumas reivindicações que o Executivo platinense poderia adequar ao longo do ano como a progressão que acontece a cada dois anos e, recentemente saiu somente a primeira já caminhando para a terceira em evidência. Outro ponto discutido na concentração foi que há pelo menos 10 anos os profissionais da educação de Santo Antônio da Platina não conseguem, por direito adquirido, tirar a licença especial devido ao número reduzido de professores na ativa inclusive afetando a hora atividade.

Texto e fotos: Fábio Galhardi/Especial para o npdiario

 

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