Academia de Medicina homenageia norte-pioneirense

Nascido em Quatiguá, e profissional e residente desde a década de 70 do século passado em Santo Antônio da Platina,Hélio Renato Lechinewski(fotos)receberá a mais alta honraria que a Academia Paranaense de Medicina outorga aos profissionais da área no estado:Acadêmico Honorário, o primeiro do Norte Pioneiro na história da instituição e, neste ano, um dos sete homenageados.
A cerimônia solene será às 20 horas do dia 15 de abril na sede da Associação Médica do Paraná(Água verde, em Curitiba), com as presenças do governador Beto Richa, do presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet,dos presidente das entidades ligadas ao setor e dos reitores das sete universidades estaduais do Paraná, entre outros.
A escolha foi feita por uma Comissão Especial da academia e transforma dr. Hélio em imortal, assim como outras instituições do gênero.Os sete que receberão o título(além do norte-pioneirense, dois de Curitiba, um de Umuarama, outros de União da Vitória e Foz do Iguaçu e o último de Toledo) usando beca, capelo(uma espécie de capa sobre os ombros por causa da solenidade honorífica) e a medalha que também ganharão na oportunidade.
Formado na Faculdade de Campos, no Rio de Janeiro, o jovem Hélio – hoje casado com Guiomar Eleutério, com a qual possui um casal de filhos, o médico Yuri e a advogada Renata – iniciou sua jornada vitoriosa morando num quarto do antigo Hotel Municipal, atualmente Palácio do Comércio, no centro platinense.
Fez pós-graduação e se especializou em cirurgia, fazendo os pioneiros procedimentos no Hospital Nossa Senhora da Saúde, à época administrado por irmãs religiosas.O título que receberá é por merecimento, “em todas as nossas atividades temos que participar e fazer a diferença”, ensinou, durante entrevista nesta segunda-feira,dia sete.

Ele operarava intestinos, vesículas, estômagos etc.Mas, em 1983, foi o responsável pela primeira laparoscopia ginecológica na região,cirurgias de acesso abdominal,minimamente invasivas.
Na sequência, como havia muitas mortes de recém-nascidos principalmente de mães pobres vindas da chamada Vila Quarenta(hoje, Santa Terezinha), ele fez um cadastro e começou a realizar laqueaduras a preços simbólicos(R$ 1 na atual moeda, mais ou menos)para não dizer que fazia de graça e o índice de mortes caiu de maneira expressiva.
“Tenho que agradecer a Deus, a minha família e amigos que me ajudaram na evolução no ambiente em que vivi, que teve uma evolução positiva, isso é gratificante e me sinto realizado”.afirma o cirurgião de 67 anos.

heliole2heliole

Você terminou a leitura

Compartilhar essa notícia

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email
Share on print

Escrever um comentário

Pesquisar

Digite abaixo o que deseja encontrar e clique em pesquisar.