Npdiario inicia série de reportagens

Desde o final de novembro, a reportagem vem checando novas informações e confrontando dados visando mostrar o que, efetivamente, está sendo feito em relação ao escândalo na Amunorpi(Associação dos Municípios do Norte Pioneiro),até recentemente uma instituição respeitada.Como se recorda, o npdiario revelou o fato apenas em 2015 após um ano em que o atual presidente prometeu – e não cumpriu – transparência.
A entidade efetuou pagamentos, normalmente com cheques, a empresas idôneas e pessoas de bem,até porque não se sabia que ela não prestava contas.
A Amunorpi virou alvo de 18 inquéritos civis pelo Ministério Público.Destes, três já foram encerrados.A partir de agora iniciamos uma série de matérias sobre o assunto.As divisões seguem a ordem de investigação e não de importância.
O primeiro IC apura eventuais irregularidades no pagamento de serviços de assessoria de Imprensa pelos municípios de Joaquim Távora, Ribeirão do Pinhal e Siqueira Campos por intermédio da entidade.Receberam pelo trabalho nomes como o do radialista Tiri Gomes e Valcir Machado(este como serviço prestado para a prefeitura tavorense em 2011) e até mesmo um senhor que escrevia releases para periódicos.Tudo dentro da normalidade, mas que pode render indiciamento apenas para o presidente e a ex-secretária-executiva por supostos maus feitos, de acordo com avaliação de advogados.
No décimo IC está se apurando irregularidades no pagamento com serviços de telefonia móvel.Houve exageros, como o do atual presidente, que teria usado seis celulares(não se sabe a pretexto de que), mas os prefeitos alegam, e com certa razão, que as telefônicas não se importam com municípios pequenos e que compras em conjunto são benéficas aos cofres públicos. Também argumento procedente.
No sexto IC, o MP apura pagamentos de despesas na Copa Amunorpi de Futebol. Árbitros,por exemplo, foram pagos, o que também não é imoral, restando responsabilidade, talvez, novamente apenas para quem assinava os cheques.Quem trabalhou na competição, até onde se sabe, não cometeu nenhum delito.
No IC de número quatro, o Núcleo Regional de Trabalho de Proteção ao Patrimônio Público do Norte Pioneiro(foto) sediado em Santo Antônio da Platina,apura despesas pretensamente irregulares para Patrícia Vedan, ex-mulher do ex-vereador Junior Fadel, de Ibaiti.Ela foi orientadora pedagógica da prefeitura ibaitiense.
Dos três ICs encerrados, foram confirmados pagamentos em lojas de vestuário, como a Ana Preta,supermercados e empresas conceituadas como a Casa do Doce, tudo com anotações de recebimentos normais.Mais uma vez, saliente-se, as firmas não serão indiciadas ou( se houver ação criminal)responsabilizadas porque simplesmente não se sabia que os pagamentos estariam irregulares.A operação do MP, é bom ressaltar, chama-se “Cheque em Branco”.
O MP pediu, numa peça jurídica de dez laudas, a prisão de Tânia Dib, mas a Justiça não acatou.Até agora, ela simplesmente não prestou nenhuma declaração, o que também é um direito dela.
Nesta terça-feira, dia 19, será publicada mais uma reportagem sobre o assunto.

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