Corpo de Hélio Lechinewski foi cremado nesta sexta-feira

Ele deixa legado de dignidade profissional e ética pessoal

 

Hélio Renato Lechinewski (fotos), de 71 anos, faleceu às 17h05m desta quinta-feira, dia 16, na Unidade de Tratamento Intensivo da Santa Casa de Jacarezinho, onde se encontrava em tratamento de uma pneumonia. Foram feitos dois testes e não tinha Covid-19.

Ele passou pelo Hospital Nossa Senhora da Saúde, em Santo Antônio da Platina, onde residia e trabalhava, mas, como precaução, foi encaminhado para a UTI no último dia 25,

Deixou a esposa, Guiomar Eleutério, e o casal de filhos, Yuri (também médico) e a advogada Renata.

O corpo foi levado para Curitiba, onde a Academia Paranaense de Medicina (bairro Água Verde, em Curitiba), prestou uma homenagem nesta sexta-feira, dia 17.

Depois, foi cremado às 13 horas conforme sua vontade. O “sepultamento” das cinzas , num primeiro momento, seria dentro em alguns dias, quando forem liberadas, em Santo Antônio da Platina, mas ainda não há data definida. Porém, o Vaticano desde 2016 estabeleceu novas orientações para católicos que desejam ter seus corpos cremados após a morte. Segundo a Igreja, suas cinzas não podem ser espalhadas, divididas ou mesmo mantidas em casa.

Em vez disso, os restos devem ser guardados num lugar sagrado e aprovado pela Igreja. A família, seguramente, saberá o que fazer.

Nascido em Quatiguá, foi profissional e residente desde a década de 70 do século passado em Santo Antônio da Platina. Recebeu a mais alta honraria que a Academia Paranaense de Medicina outorga aos profissionais da área no estado:Acadêmico Honorário, o primeiro do Norte Pioneiro na história da instituição e, neste ano, um dos sete homenageados.
A cerimônia solene foi na Associação Médica do Paraná(Água verde, em Curitiba), com as presenças do então governador Beto Richa, do presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, do prefeito da época de Curitiba, Gustavo Fruet,dos presidente das entidades ligadas ao setor e dos reitores das sete universidades estaduais do Paraná, entre outros.
A escolha foi feita por uma Comissão Especial da academia e transformou dr. Hélio em imortal, assim como outras instituições do gênero.

Formado na Faculdade de Campos, no Rio de Janeiro, o jovem Hélio iniciou sua jornada vitoriosa morando num quarto do antigo Hotel Municipal, atualmente Palácio do Comércio, no centro platinense.
Fez pós-graduação e se especializou em cirurgia, fazendo os pioneiros procedimentos no Hospital Nossa Senhora da Saúde, à época administrado por irmãs religiosas.O título que receberá é por merecimento, “em todas as nossas atividades temos que participar e fazer a diferença”, ensinou, durante entrevista ao npdiario há quatro anos.

Ele operava intestinos, vesículas, estômagos etc.Mas, em 1983, foi o responsável pela primeira laparoscopia ginecológica na região,cirurgias de acesso abdominal,minimamente invasivas.
Na sequência, como havia muitas mortes de recém-nascidos principalmente de mães pobres vindas da chamada Vila Quarenta(hoje, Santa Terezinha),  fez um cadastro e começou a realizar laqueaduras a preços simbólicos(R$ 1 na atual moeda, mais ou menos) para não dizer que fazia de graça e o índice de mortes caiu de maneira expressiva.
“Tenho que agradecer a Deus, a minha família e amigos que me ajudaram na evolução no ambiente em que vivi, que teve uma evolução positiva, isso é gratificante e me sinto realizado”, afirmou o cirurgião, símbolo de dignidade profissional, exemplo de bom pai, avô e grande amigo.

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