Benefícios da Ozononioterapia como coadjuvante no tratamento do Câncer

A ozonioterapia é um tratamento que faz parte das Práticas Integrativas e Complementares (PICS), são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas, na qual se utiliza o gás ozônio para mais de 265 patologias. Foi descoberto em 1840 por Schönbein, ao expor oxigênio a descargas elétricas. E o estudo da ozonioterapia como tratamento medicinal foi iniciado por Dr. Erwin Payr, médico e professor de cirurgia na Universidade de Leipzig, na Alemanha.

No Norte Pioneiro, a enfermeira Paula Sasdelli é especialista. Ela mora em Santo Antônio da Platina. 

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O câncer é a segunda principal causa de morte atrás das doenças cardíaca. No entanto, as mortes por doenças cardíacas têm diminuiu em 45% nos Estados Unidos desde 1950 e continuam a diminuir, enquanto as mortes por câncer estão aumentando. Neste século, o câncer é projetado para ser a principal causa de morte. Um relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) prevê que em todo o mundo as taxas de câncer podem dobrar até 2020, se não tomarmos rigorosas medidas para a promoção de uma alimentação saudável, o fim do tabagismo, reduzir substancialmente os contaminantes (alimentos e produtos com metais pesados, agrotóxicos e pesticidas) e melhorar o acesso à imunização viral (Bailar e Gornih, 1997; Levi et al., 1999; Eaton, 2003).

Estudo feito na Inglaterra, em 2008, foi implantado um tumor sólido de sarcoma E37 em ratos e, depois, os animais foram tratados com ozônio (retal). Foi observado uma redução significativa no número de metástases. Em outro estudo, o ozônio foi aplicado por via intraperitoneal, antes da inoculação do carcinoma de pulmão de Lewis. Foi observado um efeito retardado no desenvolvimento do tumor e na taxa de aumento do volume tumoral nos grupos que utilizaram ozônio.

 

O tumor hipóxia (é uma característica das células tumorais na privação de oxigênio) é um mecanismo bem reconhecido para resistência das células neoplásicas a drogas anticâncer e radioterapia. A Neoplasia é um processo multifatorial, que pode ser classificados em cinco etiologias: genéticos, virais, química, física e inflamatória.

A ozonioterapia tem sido utilizado no tratamento adicional a terapia oncológica em diversos países como na Russia, Itália e Cuba, tendo como objetivo evitar, diminuir e controlar os efeitos negativos e as complicações geradas pelo tumor e pelo tratamento convencional.

O Ozônio quando em contato com o meio biológico se dissolve na água do plasma ou nos fluídos intersticiais (líquido que entra no espaço entre as células corpóreas) e desaparece imediatamente por reação com compostos orgânicos (antioxidantes hidrossolúveis e lipofílicos, ácidos gordos insaturado, etc), gerando uma série de mensageiros agindo em vários componentes do sangue com ação antecipada e tardia nos efeitos biológicos (Bocci,2002).

O ozônio tem, através da ação dos peróxido de hidrogênio, sua atuação como um indutor de citocinas em ligação com leucócitos, linfócitos e monócitos, ativando o sistema imunológico normalmente suprimido pelo crescimento do tumor (Larini e Bocci, 2005). Além disso, o ozônio corrige o estresse oxidativo crônico por hiperregulação do sistema antioxidante, alcança uma homeostase redox (Ajamiehet al, 2004, 2005;. Leo’ n et ai,1998), e adquire um estado de bem-estar em pacientes por ativar o sistema neuro-endócrino (Bocci, 2002).

Estudo feito pelo alemão Otto Vaberg (1966) descobriu que a falta de oxigênio a nível celular é o ínicio chave do desenvolvimento tumoral (característica de doença mitocondrial). Bappo (1974) demonstrou a intolerância das células tumorais aos peróxidos. E F. Sweet (1980) deu provas da ação inibidora do ozônio sobre as células tumorais.

Em Cuba, o tratamento com ozonioterapia é muito comum inclusive em hospitais. Além dosefeitos biológicos do ozônio estudos indicaram que a oxigenação aumenta em particular nos tumores hipóxicos (Prego et al.,2004). Além disso, na base da melhoria clínica em diferentes doenças (Romero et ai, 1993;. Giunta et al., 2001; Tylicki et al., 2001) ocorre em média depois de dois meses de terapia de ozônio, é provável que a terapia de três a quatro meses traga uma oxigenação normal dos tecidos neoplásicos.

Quando o ozônio entra no sistema biológico este se transforma em ozonides e peróxidos, agindo diretamente no metabolismo  celular. Os ozonides penetram através da barreira hemato-encefálica atuando no nível segmentado, representando um papel disparador que desencadeia as reações neurofisiológicas e se revela como intermediário de integração intracelular, sistêmica e intersistêmica, causando uma influência multifatorial na patologia, evolução e resultado do câncer.

Em pacientes com câncer terminal estudos demonstram aumento da qualidade de vida, permitindo suportar melhor o tratamento convencional, um dos mecanismo possíveis poderia ser a ação do ozônio na hipóxia do tumor, que esta relacionado a resistência a quimioterapia e radioterapia e angiogenesis do tumor.

Regulação da homeostase pró-oxidante:

  • Aumento da atividade antioxidante do plasma, motivado pelo aumento das concentrações de plasma sérico, albumina e insulina.

Efeito desintoxicante:

  • – Eliminação dos produtos tóxicos do metabolismo por a via das reações de oxiredução.
  • – Aumento da atividade da função desintoxicante do fígado.

Influência imunomoduladora do ozônio:

  • Melhora a circulação e restaura a capacidade de acesso e ação das células imunocompetentes aos tumores.
  • – Melhora das funções de transporte de oxigênio do sangue, aumento da provisão de oxigênio nos tecidos como consequência da ativação do metabolismo intracelular e o aumento da elasticidade das membranas dos eritrocitos, diminuição das manifestações de hipoxia tecidual.
  • Aumento da produção das interleucinas1 e 2 , do fator de necrose tumoral, e da produção de interferones, melhoria do metabolismo das células imunocompetentes e das propriedades físico-químicas de suas membranas.
  • – Aumento da proliferação dos linfócitos.
  • – Aumento das concentrações de imunoglobulina no plasma.
  • – Prevenção do desenvolvimento da mudança irreversível no organismo do sistema imunológico.

Possível ação antitumoral:

  • – Inibição seletiva do crescimento das células neoplasicas.
  • – Efeito antimetastásico e efeito antiproliferativo dependentes das doses.
  • – Aumento da sensibilidade das linhas de células resistentes aos citostáticos e  a radioterapia.
  • – Ativação do metabolismo aeróbico das células dos tecidos normais.
  • – Estimulação da regeneração dos tecidos normais, que produzem a inibição do crescimento tumoral.

Formas de aplicação da ozonioterapia:

  • – Água ozonizada local
  • – Insuflação retal
  • – Intramuscular

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Instagram: Ozonioterapia.sap

Fonte: http://www.ortomoleculardrhigashi.med.br/noticia/47/ozonioterapia-no-tratamento-do-cancer.html

Obs: Tratamento experimental no Brasil.

 

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